Brasil
06/10/2008 - 20h11

Gabeira reconhece dificuldade para construir alianças

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ANDRÉ ZAHAR
colaboração para a Folha Online, no Rio

O candidato a prefeito do Rio de Janeiro Fernando Gabeira (PV) admitiu nesta segunda-feira a dificuldade em costurar alianças na disputa de segundo turno contra Eduardo Paes (PMDB). A presença do PSDB na coligação, a oposição ao governo Lula como deputado federal e o possível apoio do prefeito Cesar Maia geram resistência entre os partidos de esquerda.

Pela manhã, em entrevista à Folha Online, o presidente do diretório municipal do PT, Sebastião Alberes Lima, disse que o partido descarta apoiar Gabeira e discute se fica neutro ou se alia a Paes.

Já o presidente regional do PSB e secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, informou que "Gabeira é a continuidade de Cesar Maia" e defendeu a formação de uma frente de esquerda para apoiar o candidato do PMDB.

Gabeira admitiu a dificuldade de amealhar apoio entre dirigentes de partidos da base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A gente não considera muito viável que PC do B, PT ou PSB nos apóiem oficialmente", disse, frisando, porém, que vai procurar a ex-candidata Jandira Feghali (PC do B), que ficou em quarto lugar no primeiro turno.

O candidato disse que não tem o objetivo de "compor uma grande sopa de letras" de legendas e afirmou que vai procurar pessoas em vez de lideranças partidárias. "Existem lideranças partidárias e os eleitores dos partidos. Minha prioridade são os eleitores do partido", afirmou.

O candidato concedeu entrevista coletiva nesta tarde na zona sul do Rio. Para formar sua "frente" ele disse que até quarta-feira vai conversar com os deputados do PSOL Marcelo Freixo (estadual) e Chico Alencar (federal) --este último derrotado no primeiro turno-- e do DEM.

"Outra pessoa que certamente será procurada é o [ex-candidato do PT Alessandro] Molon, porque ao longo da campanha tivemos vários debates e ficou evidente que havia uma convergência entre os nossos programas. Muitas coisas que o PT propôs eu também proponho", afirmou.

Segundo ele, nenhum partido está descartado "desde que se compreenda que a máquina administrativa não será utilizada politicamente".

Questionado se acredita que vai conquistar de votos do senador e bispo da Igreja Universal Marcelo Crivella (PRB), terceiro colocado na eleição, ele disse que "todos aqueles que acham que a tolerância religiosa é um valor a ser perseguido" estarão com ele.

Gabeira reclamou da "clivagem do século passado" entre esquerda e direita e da "visão equivocada da política brasileira de que as eleições se dão através de uma uma oposição da base governista contra a base oposicionista".

Sobre a nova Câmara Municipal, o deputado federal disse que apesar da eleição de quatro candidatos acusados de ligação com milícias e traficantes --inclusive Carminha Jerominho (PT do B), presa no Paraná --"'a correlação de forças mudou para melhor para o grupo que pretende renovar e valorizar a Câmara".

Para que a "Onda Gabeira" não reflua, o candidato pretende enfatizar a campanha de segundo turno na zona oeste, onde obteve apenas 17,79% dos votos, e na zona suburbana, onde teve apoio de 20,73% do eleitorado.

A estratégia para a zona oeste inclui uma visita à favela do Barbante, em Campo Grande, onde recentemente milicianos promoveram uma chacina. Ele também vai "se mudar" durante dois dias para alguns destes locais.

"Vamos tentar fazer com que este movimento, esta vontade de mudança, passe a se manifestar também na zona oeste. A zona da Leopoldina e a zona oeste precisam ser melhor trabalhados. Vamos combinar esse trabalho com muita televisão e rádio", disse.

Comentários dos leitores
José Maria de Jesus (2) 24/10/2008 12h33
José Maria de Jesus (2) 24/10/2008 12h33
O "Estado de Minas" está a serviço do Aécio, montando agora, de última hora, um dossiê contra o candidato Leornardo Quintão. Isso é coisa golpista. sem opinião
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Solange Batista (1) 21/10/2008 13h39
Solange Batista (1) 21/10/2008 13h39
Eu acho válido o projeto de lei do gabeira em legalizar a prostituição,assim será possível controlar,e fiscalizar melhor a situação,inclusive o tráfico de mulheres,e a exploração sexual de menores,sem contar na vigilância sanitária,como controle de doênças etc,mas oq acontece é que a sociedade é muito moralista e hipócrita mesmo,tudo acontece debaixo dos nossos narizes,e acham mesmo que vão acabar com algo que acontece antes de cristo,com a profissão mais antiga do mundo,isso é ridículo como no caso do candidato a prefeito aquí de SP. o Kassab.acho que devia ser legalizado,mesmo por uma questão de humanidade ! e por simples questão de controle para evitar explorações.mas ao invés disso as pessoas distorcem as coisas,e distribuem panfletos que pregam a calúnia,enfrente a igrejas evangélicas e também duvidando da idoneidade dessas pessoas! bom enfim,assim caminha a sociedade,no caminho dos enganos da hipocresia... 5 opiniões
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tiago osvaldo (1) 21/10/2008 00h08
tiago osvaldo (1) 21/10/2008 00h08
Desespero total do Eduardo Paes!!
É totalmente limpa e honesta a candidatura do Gabeira.
è deprimente a postura do Paes.
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