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Brasil
07/10/2008 - 10h18

Datafolha antecipou tendências das eleições no primeiro turno

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RODRIGO RÖTZSCH
da Folha de S.Paulo

Num processo marcado pela indecisão e pela volatilidade do eleitorado, o Datafolha conseguiu captar as tendências e apontar os cenários prováveis nas oito capitais que pesquisou.

O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, faz um balanço positivo do trabalho do instituto no primeiro turno, salientando que o Datafolha esteve sempre à frente ao mostrar as reviravoltas da campanha.

"O objetivo do Datafolha, até por ser ligado a uma empresa de comunicação, é apontar primeiro as tendências. E isso nós conseguimos fazer em todos os lugares onde houve mudança. Em Fortaleza, fomos os primeiros a mostrar o crescimento da Luizianne [Lins, que acabou reeleita no primeiro turno]. Também fomos os primeiros, em Belo Horizonte, a mostrar o salto de Márcio Lacerda, primeiro, e depois o crescimento de Leonardo Quintão. Em Porto Alegre, o Datafolha foi o único que nunca mostrou Manuela [D'Ávila] na frente."

Paulino, porém, não nega que houve algumas surpresas, como o fato de Gilberto Kassab (DEM) ter terminado à frente de Marta Suplicy (PT) em São Paulo. "O desenho da curva mostrava que os dois estavam se aproximando. Mas a velocidade desse movimento, que fez com que o prefeito superasse Marta e chegasse à primeira colocação, foi uma surpresa.

"Para o diretor do Datafolha, eleitores que mudaram de voto na última hora ajudam a explicar a discrepância. "A pesquisa da véspera não pode ser adequadamente comparada com o resultado da urna. Em São Paulo, 13% dos eleitores disseram que podiam mudar o seu voto."

O resultado de Salvador foi outro que se afastou um pouco do projetado pelo Datafolha. Embora o instituto tenha apontado a possibilidade de Walter Pinheiro (PT) desbancar ACM Neto (DEM) e ir ao segundo turno, os mais de 30% que ele teve nas urnas estiveram bem acima dos 24% registrados pelo Datafolha na véspera, em pesquisa com margem de erro de dois pontos. "Não captamos na véspera a tendência de crescimento do candidato do PT, embora ao longo da campanha tenhamos mostrado que a disputa pela vaga no segundo turno seria acirrada."

O diretor do Datafolha considera que o instituto foi fundamental para que fosse conhecido o verdadeiro quadro da disputa no Rio de Janeiro. "Se você somar os votos de Fernando Gabeira e Jandira Feghali na última pesquisa e somar os votos que os dois tiveram na eleição, chegará praticamente ao mesmo resultado. No dia da eleição, houve muita migração de eleitores de Jandira para Gabeira" --o chamado voto útil para consolidar a ida do candidato do PV ao segundo turno.

"Em cidades como Recife e Curitiba, principalmente, onde as pesquisas mostravam que a eleição estava praticamente decidida, não houve esta migração de última hora", completa. Nos dois locais, o Datafolha acertou ao apontar, respectivamente, a vitória de João da Costa (PT) e a reeleição com sobras de Beto Richa (PSDB).

Ibope

O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro também fez, à Folha, balanço positivo da atuação do instituto."O Ibope fez 90 cidades. Fomos bem, eleição de prefeito é muito difícil, muito nervosa. Mas a gente acertou quase tudo. Não tem o que falar, tem que olhar os resultados, e quem quiser criticar critique."

Montenegro qualificou como erro do instituto não ter captado, nem na pesquisa de boca-de-urna, a ultrapassagem de Kassab sobre Marta em São Paulo. E reconheceu o mérito do Datafolha de captar primeiro a subida de Gabeira no Rio.

"Parabéns ao Datafolha, que pegou primeiro [a tendência de crescimento de Gabeira]. Mas no fim, acho que eu peguei melhor", diz ele, referindo-se à pesquisa de boca-de-urna, que, neste ano, o Datafolha não fez.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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