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Brasil
07/10/2008 - 22h13

Geddel culpa PT por disputa local com PMDB em Salvador

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BRENO COSTA
da Agência Folha

O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), do PMDB, ponta de lança nacional da candidatura do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) à reeleição em Salvador no segundo turno, afirmou à Folha que a relação com o PT baiano mudou e que não haverá mais "atrelamento automático para 2010".

Tratando com naturalidade o fato de o PMDB, principal pilar de sustentação do governo Lula, disputar em Salvador diretamente com o petista Walter Pinheiro, Geddel jogou para o PT a responsabilidade pelo cenário atual de polarização com seu partido em Salvador.

O ministro disse que, se o PT do governador Jaques Wagner não tivesse abandonado a participação na gestão de João Henrique "aos 46 minutos do segundo tempo", PMDB e PT estariam equilibrados no Estado: o PT, com o governo do Estado, e o PMDB com a Prefeitura de Salvador.

"Se o PT da Bahia tivesse permanecido [na administração João Henrique], como eu desejei, como eu lutei, se tivesse ajudado a eleger João Henrique em primeiro turno e não tivesse deixado a administração aos 46 minutos do segundo tempo, nós já teríamos um equilíbrio absoluto."

Enquanto o DEM perdeu espaço na Bahia --além de não conseguir emplacar ACM Neto no segundo turno, perdeu 72 prefeituras que domina hoje, ficando com apenas 42 em todo o Estado--, o PMDB viu seu poder nos municípios baianos crescer de suas atuais 57 prefeituras para 113, segundo dados da CNM (Confederação Nacional dos Municípios).

Com o crescimento do partido, Geddel, inimigo histórico do carlismo agora representado pelo DEM, vira nome forte para 2010 e sua presença enfática na campanha de João Henrique já antecipa o debate para a sucessão no governo. O ministro diz que esse debate não passa de "especulação".

Segundo Geddel, que disse ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de apoiar explicitamente a candidatura de João Henrique, o fim de um atrelamento automático com o PT para as eleições de 2010 também não significa um "desatrelamento".

"Em 2010, vamos conversar com o PT. Se der para marcharmos juntos, vamos marchar. Se não der, não vamos marchar juntos", afirmou o ministro.

"Não estou brigando com Jaques Wagner, nem ele comigo, a não ser que ele queira brigar comigo. Eu não quero brigar com ele", disse Geddel.

Wagner já declarou que, se Geddel fosse para o palanque de João Henrique, ele também iria participar ativamente da campanha de Walter Pinheiro.

Comentários dos leitores
JÔNATAS FONSECA (6) 22/10/2008 14h55
JÔNATAS FONSECA (6) 22/10/2008 14h55
Meus amigos:
Bastante ponderado o comentário do ilustre professor Paulo Fábio. Principalmente no que se refere as estratégias dos candidatos a prefeito da Soteropólis. O PT realmente peca pela postura politicamente correta exagerada. Na verdade o candidato geddelista João Henrique, tem extrapolado os âmbitos municipais em suas críticas, esquecendo por ocasião, o fato do PMDB também fazer parte do Governo Estadual da Bahia. Acresça-se ao fato de que João Henrique sempre tentou se aproximar do PT estadual e federal, inclusive tem um irmão que foi candidato pelo PT a prefeito na cidade de Feira de Santana. Sendo o seu maior pecado, o desejo não consentido de ingressar no próprio PT, daí gerar hj a sua indignação por ter sido preterido pelo PT para a sua reeleição.
Do atual clima político, ao meu ver, se revela duas vertentes: a primeira a de que João Henrique não é uma pessoa em que se possa confiar, pois o mesmo pelo seu projeto pessoal, não tem escrupúlos de voltar, até para a casa materna do DEM, apesar das lendas ou não, dos maus tratos que seu pai João Durval - ex governador e atual senador, tenha sofrido do grupo do atual DEM. A segunda vertente é a falsa crença de que Geddel só queira a candidatura ao Senado. De maneira que qualquer resultado eleitoral abrirá uma fenda enorme nas coalizões que foram feitas. Acredito que o PT deverá romper com o PMDB, senão o fogo mui amigo nos bastidores prejudicará a reeleição de Wagner. Esse é o lado mais trash da política.
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UBIRATAN RAMOS (134) 22/10/2008 10h54
UBIRATAN RAMOS (134) 22/10/2008 10h54
O Governador Jaques Wagner convoca o eleitorado soteropolitano para votar no Pinheiro alegando ser ele um "trabalhador" que irá se juntar a outros dois trabalhadores - ele próprio e o Presidente Lula - para o soerguimento de nossa cidade. Peraí gente! Trabalhadores, eles? É uma mentira deslavada. Eles podem ter sido tudo; menos trabalhadores. Sempre fugiram do "chão da fábrica". Estão onde estão por fazerem dos seus colegas de trabalho trampolim para ascensão política, após o que os esquecem e cuidam de ajudar só a parentalha. E vão se aposentar com milionários proventos, sem que tenham satisfeito a previdência social brasileira com contribuições fruto do dispêndio de suas forças de trabalho no exercício das profissões para as quais obtiveram habilitação, com, quando muito, um décimo (1/10) do que contribuem os operários brasileiros para se aposentarem (com míseros vencimentos).
Deixo claro que não tenho mais simpatia por político nenhum. O último para o qual votei foi o Lula, quando de sua eleição (primeira). Após a decepção não voto mais nem para síndico do prédio em que moro.
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josé reis barata barata (2097) 22/10/2008 07h38
josé reis barata barata (2097) 22/10/2008 07h38
Municipalização integral da Saúde pública:desastre e óbice intransponível.
6000 municípios! Quase.
Distritos resolveriam a custos bem menores.
Grave e infeliz opção para a Saúde.
Educação nem tanto.
Segurança é a mais indecorosa questão Federal por promover uma cínica insegurança jurídica cujo nome é:violência!
a) Não é difícil imaginar o porquê dos grandes centros urbanos,megalópoles, SP/RIO/BH,também RS/SA/RE pensarem -pela grandeza de toda ordem de seus municípios- como Nações.Assim, minimizam e não percebem uma questão fundamental que impõe obstáculo intransponível a existência da prestação de serviços na área de Saúde pública. E a Dengue bate, novamente, à porta e discutimos "Crise financeira nos EUA".O momento é temporão!
b) Não é difícil imaginar,também,os consideráveis custos relativos exigidos para prestação de serviços de saúde que são pulverizados:equipamentos; manutenção;material e,especialmente, mão-de-obra administrativa direta e indireta qualificada e escassa.
Os municípios com condições mínimas para gerir saúde contam-se nos dedos das mãos.Os demais não dispõem, sequer,da mais rudimentar capacitação administrativa:do Prefeito ao faxineiro.
Resultado:desperdício,incompetência,furto,corrupção;enfim,um enorme sorvedouro de recursos públicos.
2º turno de eleições somente para municípios com mais de 200.000 eleitores(?).Por que não recursos de saúde somente para estes? E,para os demais:o Estado federado como,na prática já o é?
Sds. e sugestões barata's
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