PTB declara apoio a Kassab e diz que não tem história para se aliar a Marta em SP
THIAGO FARIA
colaboração para a Folha Online
O deputado estadual Campos Machado --presidente estadual do PTB-SP e vice do candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)-- declarou hoje apoio incondicional à reeleição de Gilberto Kassab (DEM). Ele negou que o apoio do PTB estivesse condicionado à exigência de cargos na futura administração da cidade.
"Nosso partido vai apoiar sem nenhuma exigência prévia, sem nenhum prévio compromisso, sem nenhuma contrapartida", disse Machado após reunião do diretório paulista do PTB. "Esse é um acordo político. Não há nenhum compromisso, nenhuma negociação. Esse não é um apoio de gabinete."
| Danilo Verpa/Folha Imagem |
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| Em reunião nesta quarta-feira, o PTB decidiu pelo apoio a Gilberto Kassab (DEM) no segundo turno das eleições em São Paulo |
Campos Machado afirmou não ter conversado com Kassab para negociar o apoio do PTB, mas disse que ligou para o prefeito para cumprimentá-lo pela ida ao segundo turno. Contou também ter conversado com Aloysio Nunes Ferreira, secretário estadual da Casa Civil e um dos aliados de Kassab, para definir detalhes de como se dará o apoio.
Segundo ele, o apoio do PTB será no mesmo molde ao que foi dado no primeiro turno a Alckmin. "Nosso apoio é total. Vou pedir o mesmo empenho que tiveram com Geraldo Alckmin na campanha do Gilberto Kassab."
Machado afirmou que seu partido deverá concentrar esforços na zona leste e sul da cidade, regiões onde a petista Marta Suplicy teve votações expressivas --na sul, inclusive, levou vantagem sobre Kassab.
O petebista aproveitou para ameaçar correligionários que não seguirem a determinação do partido. "Nenhum membro do partido vai apoiar outro candidato que não seja Gilberto Kassab, se isso ocorrer ele vai ser sumariamente expulso", afirmou.
*Aliança com PT *
Campos Machado afirmou não ter sido procurado pela campanha de Marta para declarar apoio à ex-prefeita no segundo turno em São Paulo, mas admitiu que foi pressionado por membros do PTB de Brasília para apoiar a petista.
Sua resposta, no entanto, foi que o PTB paulista não tem história com o PT e uma aliança dessas não seria costurada. "Alguns companheiros acharam que o fato novo que poderia modificar a eleição era que os eleitores descontentes [com a divisão do PSDB] pudessem ir para o lado da Marta. Mas o PTB não tem história com o PT. Eu teria que inventar uma forma política para apoiar a Marta."
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Quando será que essas pessoas vão colocar os pés no chão e tirar a cabeça das nuvens.
Gabeira só não ganhou por que Paes teve apoio dos evangélicos do Crivella.... Simples assim...
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