Brasil
13/10/2008 - 17h49

Marta nega insinuações e diz que não viu inserção que questiona vida pessoal de Kassab

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THIAGO FARIA
MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online

Primeira entrevistada do ciclo de sabatinas que a Folha realiza com os candidatos a prefeito de São Paulo no segundo turno, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) disse que não viu a propaganda de TV --veiculada desde ontem-- que questiona se o adversário Gilberto Kassab (DEM) é casado e se tem filhos. Marta disse que a propaganda é de responsabilidade do marketing da sua campanha.

Danilo Verpa/Folha Imagem
Marta diz que não tem preocupação sobre a vida privada de nenhum adversário político
Marta diz que não tem preocupação sobre a vida privada de nenhum adversário político

"A decisão está na mão do marqueteiro. [...] Eu nem vi a campanha no ar", disse ela na sabatina promovida hoje pela Folha.

Marta negou que a propaganda tenha insinuações veladas sobre a vida pessoal do prefeito. "Sou uma pessoa contra o preconceito. Da minha boca vocês nunca vão ouvir uma palavra de preconceito. [...] Mas eu acho que estão interpretando demais", afirmou Marta, ao ser questionada se o conteúdo da propaganda não era invasivo e preconceituoso.

Ela afirmou ainda que não tem preocupação sobre a vida privada de nenhum adversário político. "Para mim tanto importa ele ser casado, viúvo ou solteiro. As pessoas têm que saber."

Ela defendeu que a intenção do questionamento levado ao ar na propaganda foi revelar a trajetória política de Kassab e suas alianças com os ex-prefeitos Celso Pitta (PTB) e Paulo Maluf (PP).

Desde o início do segundo turno, a campanha petista vem buscando associar o candidato do DEM a Pitta, de quem Kassab foi secretário de Planejamento.

"Ontem no debate pude criar uma desconfiança na base do eleitorado. [...] Quando ele foi secretário do Pitta, ele foi o líder do movimento 'Reage Pitta' quando surgiu o escândalo dos precatórios", disse. "Você tem a maior cidade do país e estamos quase cometendo o erro que cometemos com o Pitta. [...] Eu tenho esse receio, acho que as pessoas devem saber", afirmou a petista.

Segundo Marta, "nem o marqueteiro" de Kassab conseguirá explicar a ligação do prefeito com Pitta.

Vida pessoal

Marta respondeu com irritação às perguntas pessoais direcionadas a ela. "O que eu queria colocar a público sobre a minha vida pessoal eu escrevi no livro e ponto. E esse é o único comentário que eu vou fazer sobre a minha vida pessoal. E é o último que você vai ouvir", afirmou a candidata, ao ser questionada sobre o impacto do divórcio do senador Eduardo Suplicy (PT) sobre sua derrota nas eleições de 2004.

Durante a sabatina, Marta disse ter sido uma das maiores vítimas de preconceito e invasão de privacidade por parte da imprensa. "A vida inteira, a pessoa mais invadida em sua privacidade fui eu", afirmou.

Taxas

A candidata também negou que irá criar novas taxas, caso seja eleita. "O Kassab faz uma inverdade ao dizer que eu vou cobrar taxa para isso [projeto de internet grátis sem fio]. Sou a única candidata que não vai cobrar taxa", disse Marta, que já afirmou ter se arrependido da criação dos impostos em sua gestão.

A ex-prefeita também ficou irritada com uma mulher que assistia à sabatina, que afirmou que Marta copiou a idéia de Kassab de isentar do ISS os profissionais autônomos de São Paulo. "Na campanha, eu exatamente por ter criado as taxas e por perceber que a cidade pode ser desonerada disse que iria estudar formas de desoneração, aí propus, e logo depois ele [Kassab] propôs e o Alckmin [Geraldo Alckmin, candidato do PSDB derrotado no primeiro turno] também propôs", disse à espectadora da platéia.

Atacada durante a campanha por ter criado taxas polêmicas --a petista é chamada freqüentemente de martaxa pelos adversários--, a ex-prefeita também acusou Kassab de ter criado novos impostos e, irritada, informou a eleitora que assistia à entrevista. "A senhora sabia que o Kassab criou taxas de 2% para os taxistas, para alfaiates, para músicos e outras categorias?"

Marta aproveitou para prometer anistiar quem ainda tem dívidas da taxa do lixo com a prefeitura. "Vou anistiar todas as contas [da taxa do lixo] de 2005", disse.

Cidade Limpa

Apesar dos ataques ao oponente, Marta elogiou a iniciativa da Lei Cidade Limpa, que considerou um "avanço para a cidade". No entanto, a petista fez algumas críticas ao projeto por, segundo ela, não ter incentivado os comerciantes a deixar a cidade mais bonita.

Questionada sobre o tema, Marta admitiu que poderá flexibilizar a lei para as igrejas. Na última sexta-feira (10) a ex-prefeita ouviu de um grupo de pastores evangélicos a reclamação de que a lei prejudicaria o acesso aos templos.

"Não recebi [outros pedidos de flexibilização, de outros setores]. Mas este [das igrejas] eu provavelmente vou fazê-lo. [...] Porque as igrejas evangélicas acolhem muita gente. As igrejas são diferentes, e eu consigo ter essa sensibilidade", afirmou a candidata, ao ser questionada se havia recebido outros pedidos de flexibilização da lei por parte de outros setores.

Apoio

Assim como tem feito desde o início da campanha, Marta voltou a afirmar que ela e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva são um "time".

Segundo Marta --que busca associar sua imagem a do presidente que conta com índices recordes de aprovação--, Lula já é um mito.

"Ele não está mais na nossa faixa. Ele já virou um mito, isso até internacionalmente", afirmou a ex-prefeita. A candidata também defendeu que, caso seja eleita, São Paulo contará com enorme apoio do governo federal. "Hoje a economia está muito melhor. Ele pode ajudar mais", disse.

Sabatinas

Durante uma hora e meia, a candidata respondeu a perguntas de quatro jornalistas --Ricardo Melo (secretário-assistente de Redação), Vera Guimarães Martins (secretária-assistente de Redação), Fernando de Barros e Silva (editor de Brasil) e Gilberto Dimenstein (colunista).

Além das perguntas dos entrevistadores e da platéia (que pode enviar questões por escrito durante a sabatina), a ex-prefeita também respondeu a perguntas que enviadas pela internet.

Amanhã, o sabatinado será o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Os dois disputam o segundo turno em São Paulo.

Todas as sabatinas acontecem no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo).

No primeiro turno, a Folha realizou sabatina com os quatro principais candidatos --Marta e Kassab, Geraldo Alckmin (PSDB) e Paulo Maluf (PP).

Comentários dos leitores
anderson fortes (24) 21/10/2008 16h31
anderson fortes (24) 21/10/2008 16h31
TEM UM MONTE DE GENTE A MARTA JULGANDO PORQUE ELA SE SEPAROU DO MARIDO ! AI PODE NÉ.
AGORA FALAR DO KASSAB DE ONDE ELE VEIO QUEM É ELE NÃO PODE NÉ;INTERESSANTE.
AINDA TEM GENTE QUE ACHA QUE FALAR MAL DA MARTA É JUSTO E FALAR MAL DO KASSAB É INJUSTO
INTERESSANTE OS CONCEITOS DE ALGUMAS PESSOAS.
52 opiniões
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Sálvio Filg (1) 18/10/2008 00h16
Sálvio Filg (1) 18/10/2008 00h16
PARA UMA MULHER QUE LARGA O MARIDO E CONTINUA UTILIZANDO O SOBRENOME DELE, OU É IMCOPETENTE OU ELE É UM TONTO 8 opiniões
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rosane novaes (4) 15/10/2008 14h18
rosane novaes (4) 15/10/2008 14h18
São Paulo não precisa de sexóloga e sim de um Prefeito; quanto ao ser solteiro, Kassabe, deviriam perguntar a Martha, do seu filho SUPLA, que tampouco é casado, com 40 anos, pinta o cabelo daquele jeito e se veste totalmente fora dos padrões normais- em função disso ele é GAY??? Por favor, é só não apontar o dedo com ele sujo. A MARTA é baixo nível messsmo, e olha que eu não sou de São Paulo. 11 opiniões
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