Conselho de Ética retoma análise de processo contra Paulinho
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O Conselho de Ética da Câmara quer concluir até o dia 15 de dezembro o processo contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), acusado de quebra de decoro parlamentar ao supostamente participar de um esquema de fraudes no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Com o fim do primeiro turno das eleições municipais, o conselho de Ética retoma nesta terça-feira as investigações sobre Paulinho, depois de paralisar os trabalhos em conseqüência da disputa municipal.
O deputado Paulo Piau (PMDB-MG), relator do processo contra Paulinho, disse que a prioridade do conselho será encerrar os depoimentos de testemunhas do parlamentar. O órgão ouve, nesta quarta-feira, Elza de Fátima Costa Pereira --mulher do deputado, presidente da ONG Meu Guri. A entidade teria recebido R$ 37,5 mil de João Pedro de Moura, preso na Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, acusado de fraudes no BNDES.
"Nós praticamente não ouvimos testemunhas, agora vamos entrar nesse trabalho. Vamos tentar trazer o João Pedro e outros acusados de envolvimento nas fraudes", afirmou o relator.
Apesar da paralisia nos trabalhos em conseqüência das eleições, Piau disse que as investigações sobre Paulinho não foram prejudicadas nesse período. "Temos a alternativa de prorrogar os trabalhos. Eu acho que esse tempo não foi ruim. Pode ter esfriado um pouco o assunto na imprensa, mas na verificação do processo não atrapalha em nada."
A Câmara já prorrogou em 90 dias o prazo para conclusão do processo contra o deputado --previsto para encerrar em agosto. Até agora, somente o próprio Paulinho e o delegado Rodrigo Levin, que comandou a Operação Santa Tereza, foram ouvidos pelo Conselho de Ética.
Paulinho é acusado de participar de um esquema de desvio de verbas no BNDES, além de responder a acusações de fraudes na ONG Meu Guri, administrada por sua esposa. A PF conduziu a Operação Santa Tereza, que desbaratou uma quadrilha supostamente formada por empresários, policiais e servidores que desviava recursos do BNDES.
Gravações telefônicas associariam o deputado federal ao esquema de irregularidades. A escuta feita com ordem judicial na operação indicou que o consultor João Pedro de Moura, preso em abril, tratou com representantes do Ministério dos Esportes em nome de Paulinho.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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