Marta questiona passado de Kassab como deputado e insiste em "DNA político"
GISELLI SOUZA
colaboração para a Folha Online
Na seqüência de ataques para tentar desestruturar a campanha do adversário Gilberto Kassab (DEM), a candidata Marta Suplicy (PT), questionou na manhã desta terça-feira, o "passado" do democrata como deputado e voltou a insistir na "importância do DNA político".
"Como votou Kassab? Eu acho que isso os repórteres podem investigar: como foi a votação dele como deputado. Ele foi deputado! Vamos ver como ele votou. Ou ele não é do PFL?[...] Eu tô colocando e alertando a população que ela tem que ver o DNA, a trajetória política, os atos da pessoa, que poderá, se votada, administrar a maior cidade do Brasil", afirmou Marta durante evento de campanha na manhã de hoje, em São Miguel Paulista (zona leste da capital).
| Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem |
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| Ex-prefeita Marta Suplicy disse estar "surpresa" com repercussão de comercial |
Kassab foi deputado estadual em 1994 e deputado federal duas vezes, em 1998 e em 2002. Ontem, durante sabatina promovida pela Folha, a petista questionou o caráter de Kassab pela escolha do partido. Segundo Marta, o DEM (ex-PFL) representa "o atraso do atraso do atraso".
"Ele [Kassab] poderia ter escolhido qualquer outro partido. Escolheu o PFL, que é o partido que mais atrasou o Nordeste brasileiro, que tá em extinção no Brasil. A única prefeitura que disputa agora, que perdeu todas as outras, é São Paulo. Tem que refletir sobre esse voto. Se votar sabendo, tá votando sabendo. Aí, todos nós temos que respeitar a votação. Agora, não pode votar sem saber em quem está votando", defendeu Marta novamente ao relembrar o passado do prefeito e insistir nas comparações das trajetórias.
Campanha
Hoje, durante evento em apoio à candidatura com frentistas, Marta disse estar "comovida com o esforço" do deputado federal Paulinho da Força (PDT) na mobilização de apoios políticos vindos da campanha do ex-adversário Geraldo Alckmin (PSDB), derrotado nas eleições do primeiro turno.
No entanto, questionada sobre o passado político de Paulinho -- investigado no Conselho de Ética da Câmara por suposto envolvimento em esquema de desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) -- Marta desconversou e disse ter um "DNA transparente".
"Ele [Paulinho] é presidente da Força Sindical, deputado federal e atua na política, com todas essas características. Eu sou do Partido dos Trabalhadores, tenho um DNA transparente em todas as posições da minha vida. Participei das eleições das diretas já, onde estava kassab nessa ocasião? Eu participei de todos os atos em prol da derrubada da ditadura. Onde estava Kassab nesse momento?", disse Marta desconversando sobre a participação de Paulinho e ressaltando as críticas ao atual prefeito.
Também na manhã de hoje a Câmara retomou as investigações contra Paulinho e espera concluir as investigações até 15 de dezembro. O deputado é acusado também de fraudes na ONG Meu Guri, administrada por sua esposa, Elza Pereira.
Durante toda a manhã, Marta fez corpo-a-corpo com eleitores na zona leste e realizou um "mini-comício" no Jardim Helena. Nas conversas com eleitores e no palanque improvisado, a petista insistiu nas comparações com o prefeito e não poupou críticas a falta de vaga nas creches e as AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais) "de lata".
Sobre a declaração de apoio de Alckmin à campanha de Kassab, também na manhã de hoje, a assessoria de Marta afirmou que a petista ainda não havia tomado conhecimento até o final da manhã. No período da tarde, a candidata irá se dedicar as gravações do programa eleitoral e no final do dia deverá fazer alguma manifestação sobre a aliança "Alckmin e Kassab".
A assessoria da campanha de Kassab contesta as afirmações de Marta e diz que a contratação das escolas de lata não foi feita com dispensa de licitação. "Existe um único fornecedor no Brasil, que fornece um tratamento acústico e térmico. O material não é de lata", afirma. De acordo com a assessoria, a campanha da petista "deve desconhecer que o governo federal fez contratos semelhantes com a empresa no Rio de Janeiro".
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Quando será que essas pessoas vão colocar os pés no chão e tirar a cabeça das nuvens.
Gabeira só não ganhou por que Paes teve apoio dos evangélicos do Crivella.... Simples assim...
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