Brasil
14/10/2008 - 16h04

Kassab diz que divergências com Alckmin não atingiram campo da dignidade

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THIAGO FARIA
MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online

No mesmo dia em que o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) --derrotado no primeiro turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo-- oficializou seu apoio ao candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) no segundo turno, o prefeito minimizou a troca de farpas com o tucano na primeira fase da campanha.

Segundo Kassab, as divergências foram apenas "políticas e administrativas".

Fernando Donasci/Folha Imagem
Em sabatina, Kassab diz que não é homossexual e condena propaganda do PT
Em sabatina, Kassab diz que não é homossexual e condena propaganda do PT

No primeiro turno, Alckmin acusou Kassab de ser "dissimulado' e de cooptar vereadores do PSDB para o seu lado. O prefeito, por sua vez, respondeu às críticas insinuando que o ex-governador teria duas caras.

"As divergências foram muito mais de naturezas políticas do que administrativas. Ao longo da campanha o ex-governador também fez críticas administrativas [...], mas são divergências totalmente superáveis no campo político e administrativo [...]. E não foram graves no campo moral, no campo da dignidade", afirmou Kassab.

Mesmo com o apoio de Alckmin nessa segunda fase da disputa, Kassab evitou antecipar seu apoio à candidatura do tucano ao governo do Estado em 2010. "Nós temos uma aliança aqui em São Paulo e essa aliança tem um líder, que é o governado José Serra (PSDB). [...] Ele é o governador e é ele quem vai definir a sucessão", disse.

Sabatinas

Durante uma hora e meia, o candidato responde a perguntas de quatro jornalistas --Ricardo Melo (secretário-assistente de Redação), Vera Guimarães Martins (secretária-assistente de Redação), Fernando de Barros e Silva (editor de Brasil) e Gilberto Dimenstein (colunista).

Além das perguntas dos entrevistadores e da platéia (que pode enviar questões por escrito durante a sabatina), o prefeito também responde a perguntas enviadas pela internet.

Ontem, a sabatinada foi a ex-prefeita e candidata do PT, Marta Suplicy. Os dois disputam o segundo turno em São Paulo.

Todas as sabatinas acontecem no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo).

No primeiro turno, a Folha realizou sabatina com os quatro principais candidatos --Marta e Kassab, Geraldo Alckmin (PSDB) e Paulo Maluf (PP).

Comentários dos leitores
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Só faltava essa! FHC critica relação "imperialista" entre planalto e congresso. Oras! quem inventou a política do ROLO COMPRESSOR? (o próprio FHC). sem opinião
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walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
hoje em dia ate jornal do metro de graca as pessoa nao ler, enfim quando a noticia chega as banca ja esta velha, imprensa escrita esta com os dias contado,o radio da a noticia fresca o jornal vai sair amanha... sem opinião
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Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Na verdade enquanto o jornalismo brasileiro possuir essa visão retrógrada como a apresentada na sabatina, a imporensa escrita no país não tem outro futuro se não a extinção...
Isso ocorre por vários motivos, mas o principal está no fato de que estas empresas não são administradas por pessoas que entendem do assunto, não são nem de perto especialistas em comunicação, não entendem as particulariedades deste ramo, e para tanto a administram como uma empresa qualquer.
A imprensa escrita brasileira continua tentando concorrer com a internet, e na frase "sobreviver à internet" isso ficou bem claro.
O diploma no jornalismo se mostra necessário nesses casos, mais do que alguém que escreve a matéria para um jornal, o jornalista diplomado, é a pessoa que entende o processo, entende o sistema e como ele se comporta.
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