Brasil
14/10/2008 - 16h22

Kassab diz que vai quebrar a cara quem apostar em seu afastamento do PSDB

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THIAGO FARIA
MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online

O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) voltou a afirmar nesta terça-feira que, se reeleito, não deixará a prefeitura para concorrer ao governo do Estado em 2010. "Não tenho biografia política para deixar a gestão", afirmou Kassab, segundo entrevistado do ciclo de sabatinas que a Folha realiza com os candidatos a prefeito da capital paulista no segundo turno.

Fernando Donasci/Folha Imagem
Em sabatina, Kassab diz que não é homossexual e condena propaganda do PT
Em sabatina, Kassab diz que não é homossexual e condena propaganda do PT

Segundo Kassab --que concorre pela primeira vez a um cargo majoritário--, não haveria motivos para deixar a prefeitura. "Posso afirmar que vou ficar os quatro anos. [...] Nada justificaria deixar a prefeitura", afirmou.

O candidato à reeleição disse ainda que aqueles que apostam em um afastamento de Kassab do PSDB após uma eventual vitória nestas eleições vão "quebrar a cara".

"Vai quebrar a cara quem apostar que eu vou me afastar do PSDB. [...] Eu tive a sensibilidade de não confundir eleições com administração municipal e acho que acertei", afirmou o prefeito, em referência à grande participação de tucanos em sua gestão nestas eleições.

Sabatinas

Durante uma hora e meia, o candidato responde a perguntas de quatro jornalistas --Ricardo Melo (secretário-assistente de Redação), Vera Guimarães Martins (secretária-assistente de Redação), Fernando de Barros e Silva (editor de Brasil) e Gilberto Dimenstein (colunista).

Além das perguntas dos entrevistadores e da platéia (que pode enviar questões por escrito durante a sabatina), o prefeito também responde a perguntas enviadas pela internet.

Ontem, a sabatinada foi a ex-prefeita e candidata do PT, Marta Suplicy. Os dois disputam o segundo turno em São Paulo.

Todas as sabatinas acontecem no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, 2º piso, São Paulo).

No primeiro turno, a Folha realizou sabatina com os quatro principais candidatos --Marta e Kassab, Geraldo Alckmin (PSDB) e Paulo Maluf (PP).

Comentários dos leitores
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Só faltava essa! FHC critica relação "imperialista" entre planalto e congresso. Oras! quem inventou a política do ROLO COMPRESSOR? (o próprio FHC). sem opinião
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walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
hoje em dia ate jornal do metro de graca as pessoa nao ler, enfim quando a noticia chega as banca ja esta velha, imprensa escrita esta com os dias contado,o radio da a noticia fresca o jornal vai sair amanha... sem opinião
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Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Na verdade enquanto o jornalismo brasileiro possuir essa visão retrógrada como a apresentada na sabatina, a imporensa escrita no país não tem outro futuro se não a extinção...
Isso ocorre por vários motivos, mas o principal está no fato de que estas empresas não são administradas por pessoas que entendem do assunto, não são nem de perto especialistas em comunicação, não entendem as particulariedades deste ramo, e para tanto a administram como uma empresa qualquer.
A imprensa escrita brasileira continua tentando concorrer com a internet, e na frase "sobreviver à internet" isso ficou bem claro.
O diploma no jornalismo se mostra necessário nesses casos, mais do que alguém que escreve a matéria para um jornal, o jornalista diplomado, é a pessoa que entende o processo, entende o sistema e como ele se comporta.
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