Prefeito de Praia Grande nega envolvimento com Paulinho da Força Sindical
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Acusado de participar de um esquema de pagamento de propinas, o prefeito de Praia Grande (SP), Alberto Mourão (PSDB), negou nesta terça-feira envolvimento com o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, em um suposto processo de cobrança de "comissões" para a facilitar a liberação de recursos públicos. Mourão prestou depoimento hoje ao Conselho de Ética da Câmara.
Investigado pela Polícia Federal, o prefeito é acusado de ter repassado R$ 2,6 milhões em propina como garantia para aprovação de um financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), avaliado em R$ 124 milhões.
"Tenho certeza absoluta que não tive nenhum contato com o senhor Paulo da Força Sindical", afirmou Mourão. "[O deputado] Nunca me procurou para tratar de nada [sobre financiamentos do BNDES]."
O prefeito foi chamado a depor no Conselho de Ética da Câmara pelo relator do caso Paulinho, deputado Paulo Piau (PMDB-MG). Nas investigações da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, o prefeito foi citado em meio às apurações sobre irregularidades envolvendo o BNDES com participação do deputado e várias pessoas ligadas a ele.
"Uma coisa que estou certo é que não houve desvio de dinheiro público", disse o prefeito. "Está claro para mim que fizeram muita marola. O difícil é reverter isso. A democracia só existe quando existe o direito das pessoas respeitadas. Invertemos os fatores, todos somos culpados até que se prove o contrário", afirmou ele.
O relator do caso no Conselho de Ética, disse que sua missão era "espinhosa". "A Casa [Câmara] vem sendo achincalhada. Este conselho tem uma responsabilidade muito grande. Muitas vezes a falta de decoro não significa um crime, mas o envolvimento com alguém que praticou o crime", afirmou.
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Este senhor Paulinho da Força, que agor se ve enrolado com BNDES, e com a ONG da sua esposa, foi o mesmo sindicalista que admitiu no programa Opinião Nacional da TV Cultura, que ele havia pedido ao prizidenti Lulla, para vetar o artigo que obrigava as contas dos sindicatos e centrais serem auditadas pelo TCU e o prizidenti vetou.
E o Nobre paralamentar, afirmou que não deveria ser auditado pois era dinheiro do trabalhador e assim não governamental.
Foi quando o Almir Pazzianotto, corrigiu-o lembrando que o dinheiro advinha do IMPOSTO SINDICAL e como o próprio nome diz, IMPOSTO, quer dizer obrigatorio e assim público, passível de ser auditado.
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.
SE ELE NÃO QUERIA QUE O DINHEIRO FOSSE AUDITADO, QUAL O MOTIVO QUE ELE TERIA?
SERÁ QUE HÁ A NECESSIDADE DE ESCLARECER MAIS ALGUMA COISA ?
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