Senadores petistas condenam inserção contrária ao prefeito Gilberto Kassab
ADRIANO CEOLIN
MARIA CLARA CABRAL
da Folha de S.Paulo, em Brasília
CONRADO CORSALETTE
RANIER BRAGON
da Folha de S.Paulo
Dois dias depois da veiculação da propaganda que aborda a vida particular de Gilberto Kassab (DEM), o PT ainda se mostrava dividido ontem. Em Brasília, congressistas atacaram a estratégia. Em São Paulo, o comando da campanha defendeu a peça, mas afirmou que agora vai explorar a ligação de Kassab com o ex-prefeito Celso Pitta (1997-2000).
No Congresso, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, e os senadores Aloizio Mercadante (SP), Eduardo Suplicy (SP), Ideli Salvatti (SC) e Fátima Cleide (RO), todos do PT, criticaram a propaganda.
"Estamos aqui os três senadores [exceto Fátima Cleide, que fez a crítica depois] nos posicionando contrariamente a essa atitude. A vida pessoal não deve ser usada como instrumento político", disse Mercadante. "Não deviam ter colocado esse assunto em discussão. É um erro. A campanha de Marta deveria ser mais ideológica", acrescentou Ideli.
Berzoini reforçou o coro, na Câmara: "Acho que não é o ideal para nenhuma campanha mexer com a vida pessoal do adversário, especialmente com essa parte do comportamento". O ex-ministro José Dirceu, em seu blog, também condenou a estratégia.
Em São Paulo os martistas afirmaram que mesmo antes da repercussão a idéia era usar a propaganda somente no início. Agora, dizem que vão explorar o movimento "Reage, Pitta", que tentava dar rumo à gestão do então prefeito após o escândalo dos precatórios. Na época, Kassab era um dos principais apoiadores de Pitta e chegou a afirmar: "Essa operação de resgate da imagem do prefeito não só é necessária como também justa. Ele [Pitta] é um homem correto e merece toda a confiança". Essa propaganda já estava no ar ontem.
Segundo os apoiadores da ex-prefeita, pesquisas internas têm mostrado que a estratégia vem dando certo.
Marta evitou comentar o assunto ontem. Em campanha no extremo leste e no centro da cidade, ela voltou a ligar Kassab a Pitta e comentou o apoio que o adversário recebeu de Geraldo Alckmin (PSDB).
"O importante no segundo turno são os eleitores. E até fiquei muito satisfeita de três sindicatos da Força Sindical que estavam com Alckmin no primeiro turno me apoiarem. Alckmin é partidário. Se tem uma pessoa que tem coerência partidária que eu conheço é o Alckmin, nunca esperei que ele se portasse de forma diferente. Ele teve que ficar uns dias para elaborar o que aconteceu, porque foi muito duro."
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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