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Brasil
15/10/2008 - 21h13

Novo presidente suspende obra milionária do TJ-MG

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PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

Empossado no mês passado presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o desembargador Sérgio Resende anunciou nesta quarta-feira a suspensão, por tempo indeterminado, da obra milionária da nova sede do TJ-MG, avaliada inicialmente em R$ 368 milhões.

O motivo, disse Resende, foi a crise financeira internacional e a mudança do cenário econômico no país, com custo alto da construção civil e aumento do dólar. De acordo com o novo presidente do TJ-MG, o custo do prédio já estava estimado em R$ 519 milhões, o que tornou "impossível a continuidade das obras" --além disso, haveria gastos de mais R$ 30 milhões com móveis.

O novo presidente do Poder Judiciário mineiro nunca se entusiasmou pela nova sede milionária, conforme apurou a Folha. Ele é favorável a que os investimentos dos recursos do TJ sejam feitos nas unidades da primeira instância da Justiça.

Foi o que Resende anunciou hoje. Dos cerca de R$ 250 milhões que estavam reservados em caixa para a nova sede, vai usar parte para comprar o prédio que TJ-MG aluga atualmente, pagando por um contrato de cinco anos de locação cerca de R$ 48 milhões, e outra parte para estruturar e informatizar a primeira instância.

A disparidade estrutural em algumas comarcas do interior, segundo o presidente, são obras urgentes. "Nós, os desembargadores, estamos, em relação à primeira instância, muito bem atendidos", disse.

Segundo ele, essas obras levarão em consideração as necessidades de novas varas judiciais, mas sempre respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal e os limites legais de gastos.

A nova sede foi idealizada pelo presidente anterior, desembargador Orlando Adão, sobre quem Resende disse ter tido a "coragem" de propor a obra, embora em um cenário econômico diferente. "Muitos acham que eu tive coragem para parar, mas eu tive medo de prosseguir. Se insistíssemos em continuar a obra, correríamos o risco de parar a construção no meio do caminho, o que seria muito pior", afirmou.

Comentários dos leitores
Pasqual Evangelista (5) 26/11/2009 18h23
Pasqual Evangelista (5) 26/11/2009 18h23
Tem pessoas que não sabem distinguir entre STF e TSE.
O ministro Joaquim Barbosa renunciou ao TSE e não ao Supremo Tribunal Federal.
E ainda falam muitas bobagens. A justiça não de ser feita pela força da opinião publica e sim pelos ditames da Constituição Federal. Nos meus 64 anos não existe maior maria-vai-com-as-outras do que pseudos intelectuais que parecem não ter poder de raciocinio próprio.
sem opinião
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Edelweiss Lyrio (2) 26/11/2009 16h46
Edelweiss Lyrio (2) 26/11/2009 16h46
A degradação moral de nossas intituições políticas foram ao fundo poço com a ascenção dos novos "chefes da câmara e senado,com o beneplácito do chefe dos chefes. sem opinião
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Almir Ferreira (2) 19/11/2009 14h19
Almir Ferreira (2) 19/11/2009 14h19
Não gostei da notícia de que o ministro vai renunciar. O Ministro Joaquim Barbosa passa muita confiança em quem o vê trabalhar. É homem sério, competente e muito digno do cargo que ocupa. O Brasil perde com isto. 2 opiniões
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