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Brasil
16/10/2008 - 21h21

Mulheres sem terra liberam pedágios no Paraná

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da Agência Folha, em Londrina

Mulheres ligadas à Via Campesina, com apoio do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), liberaram na manhã desta quinta-feira as cancelas de seis praças de pedágio no Paraná. O protesto reuniu mais de 1.000 mulheres nas seis praças, segundo os organizadores do protesto.

A ação faz parte de uma série de atos realizados no país por movimentos sociais para lembrar o Dia Mundial da Alimentação e protestar pela "soberania alimentar e pequena agricultura". Além do PR, houve atos em outros 11 Estados --SP, RS, PE, RJ, CE, RN, MT, MA, ES, MG e PB, segundo o MST.

Elaine Marchioro, da coordenação de mulheres da Via Campesina no Paraná, justifica a liberação de praças de pedágio dizendo que 72% dos alimentos produzidos são transportados por malha rodoviária e que o pedágio aumenta os custos da cesta básica do trabalhador.

Nas praças de pedágio de Cascavel, São Miguel do Iguaçu e São Luiz do Purunã, na BR-277, que liga Foz do Iguaçu a Curitiba, não houve pagamento de pedágio das 8h às 12h de hoje. Em Imbaú e Ortigueira, entre Londrina e Curitiba, a liberação das cancelas ocorreu das 8h às 12h de hoje.

A Viapar, concessionária da praça de pedágio em Mandaguari (norte do Paraná) informou hoje que ingressará na Justiça para impedir novas manifestações. O pedágio deixou de ser cobrado das 10h às 12h15 na praça de Mandaguari.

Sirlene Alves Morais, da coordenação do MST em Ortigueira e Imbaú, disse que a liberação das canelas serviu para ''panfletagem e mobilização dos motoristas e viajantes sobre a importância de o país atingir sua soberania alimentar''.

Em Recife, cerca de 70 manifestantes ligados ao MST bloquearam parcialmente com uma faixa a entrada de uma loja da rede McDonald's, no centro da cidade. No local, os sem-terra fizeram discursos e distribuíram na rua alimentos produzidos em um assentamento. No Rio Grande do Norte, cerca de 200 integrantes da Via Campesina permaneciam hoje acampados na sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em Natal. Eles invadiram o prédio do órgão na última terça-feira e reivindicam mais investimentos para assentamentos.

JOSÉ MASCHIO, FÁBIO GUIBU e CÍNTIA ACAYABA

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
O Brasil precisa de reforma agrária, só que enquanto tiver interesses politicos no meio será dificil ir adiante, onde há interesses politicos tudo é abortados ao interesses do nosso POVÃO.!!! sem opinião
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José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
Acredito que os indigenas brasileiros tem todo o direito de ir contra a construção de hidroeletricas em seus rios e acabar com a biodiversidade, a minha censura é ver quantos movimentos estão por tras dessa atitude corajosa de nossa india que poucos tem ou terão, agora essas ongs, sindicatos e pastorais tiram de letra se aproveitando disso e colocando a frente uma indigena, por será que eles não apareceram e só ficam de longe esperando resultados....... o covardia.... sem opinião
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J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
Só uma nação de ignorantes não entende a necessidade de se fazer reforma agrária. Todas as nações do 1o. Mundo fazem reforma agrária, a mais recente foi Portugal. Chega de ignorância, desconhecimento e mau uso da terra nacional! 13 opiniões
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