Mulheres sem terra liberam pedágios no Paraná
da Agência Folha, em Londrina
Mulheres ligadas à Via Campesina, com apoio do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), liberaram na manhã desta quinta-feira as cancelas de seis praças de pedágio no Paraná. O protesto reuniu mais de 1.000 mulheres nas seis praças, segundo os organizadores do protesto.
A ação faz parte de uma série de atos realizados no país por movimentos sociais para lembrar o Dia Mundial da Alimentação e protestar pela "soberania alimentar e pequena agricultura". Além do PR, houve atos em outros 11 Estados --SP, RS, PE, RJ, CE, RN, MT, MA, ES, MG e PB, segundo o MST.
Elaine Marchioro, da coordenação de mulheres da Via Campesina no Paraná, justifica a liberação de praças de pedágio dizendo que 72% dos alimentos produzidos são transportados por malha rodoviária e que o pedágio aumenta os custos da cesta básica do trabalhador.
Nas praças de pedágio de Cascavel, São Miguel do Iguaçu e São Luiz do Purunã, na BR-277, que liga Foz do Iguaçu a Curitiba, não houve pagamento de pedágio das 8h às 12h de hoje. Em Imbaú e Ortigueira, entre Londrina e Curitiba, a liberação das cancelas ocorreu das 8h às 12h de hoje.
A Viapar, concessionária da praça de pedágio em Mandaguari (norte do Paraná) informou hoje que ingressará na Justiça para impedir novas manifestações. O pedágio deixou de ser cobrado das 10h às 12h15 na praça de Mandaguari.
Sirlene Alves Morais, da coordenação do MST em Ortigueira e Imbaú, disse que a liberação das canelas serviu para ''panfletagem e mobilização dos motoristas e viajantes sobre a importância de o país atingir sua soberania alimentar''.
Em Recife, cerca de 70 manifestantes ligados ao MST bloquearam parcialmente com uma faixa a entrada de uma loja da rede McDonald's, no centro da cidade. No local, os sem-terra fizeram discursos e distribuíram na rua alimentos produzidos em um assentamento. No Rio Grande do Norte, cerca de 200 integrantes da Via Campesina permaneciam hoje acampados na sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em Natal. Eles invadiram o prédio do órgão na última terça-feira e reivindicam mais investimentos para assentamentos.
JOSÉ MASCHIO, FÁBIO GUIBU e CÍNTIA ACAYABA
Leia mais
- Movimentos sociais fazem protestos em nove Estados pela agricultura familiar
- Fazendeiros protestam em encontro de sem-terra
- MST realiza ações em 11 Estados em jornada por reforma agrária
- MST ocupa duas sedes do Incra em Pernambuco
- MST ocupa duas unidades do Incra e agência bancária no interior de SP
Livraria
- Livro explica REFORMA AGRÁRIA e analisa os conflitos pela posse da terra
- Livros da série "Folha Explica" contam a HISTÓRIA DO BRASIL no século 20
Especial


lembra quem são??? Quem será o verdadeiro bandido na história? O ladrão rico ou o baderneiro pobre??????
avalie fechar
Baderna e caos no campo.
O grande receio, que as pessoas equilibradas têm, é que mais cedo ou mais tarde, no atual andar da carruagem, os proprietários de agronegócios cansem de docilmente permitir, que suas terras sejam invadidas, saqueadas e queimadas.
A defesa do patrimônio de cada um, é garantida na Constituição.
E uma hora destas, alguém vai fazer com que seus direitos sejam finalmente respeitados.
avalie fechar
avalie fechar