Confronto entre sem-terra e PM deixa 2 feridos no Pontal
CRISTIANO MACHADO
Colaboração para a da Agência Folha, em Presidente Prudente
Confronto entre policiais militares e sem-terra durante invasão ao prédio do Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) em Presidente Prudente (565 km a oeste de SP), na manhã desta quinta-feira, deixou dois integrantes do MST feridos.
O coordenador do movimento Aparecido Maia, que exibia ferimentos na mão direita e nas costas, disse ter sido atingido por balas de borracha disparadas por policiais. Uma integrante do grupo, que não quis se identificar, afirmou que foi ferida no olho. Ela foi levada ao hospital, medicada e liberada em seguida. Outras pessoas passaram mal após sentirem os efeitos do gás de pimenta.
O comandante do batalhão da PM, tenente-coronel Geraldo Berardinelli, disse que os sem-terra tentaram invadir o prédio e foram impedidos.
"Houve um pequeno tumulto e foi necessário disparo para o alto", disse. Questionado sobre a acusação do coordenador do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ferido, Berardinelli afirmou que "tudo vai ser apurado em inquérito policial".
Após a ação da PM, os sem-terra se armaram com pedaços de pau. A situação só ficou tranqüila após a chegada do bispo da cidade, dom Benedito Gonçalves. Ele intermediou reuniões entre representantes do MST e a direção do Itesp.
O coordenador regional do órgão, Marco Túlio Vanalli, disse que os manifestantes impediram a entrada dos funcionários. Depois de mais de oito horas, com a promessa de serem recebidos na Secretaria de Justiça, em São Paulo, na próxima quarta-feira, os sem-terra desocuparam o prédio.
A confusão ocorreu por volta das 9h, uma hora e meia depois da invasão ao prédio, em protesto contra o governo José Serra (PSDB). Segundo a coordenação do movimento, os manifestantes reivindicam mais assentamentos, renegociação de dívidas, programas de incentivo à produção e se posicionam contrários ao projeto enviado por Serra à Assembléia Legislativa em 2007 que regulariza áreas devolutas.
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Ou seja, são terroristas, organizados e descaradamente financiados, por certos setores do governo.
Existem montanhas de provas nesse sentido, e ninguém faz absolutamente nada.
As "autoridades" fazem de conta que não vêm, porque se mexerem nisso, esbararão rapidamente em conhecidas figuras da nossa política.
Uma hora qualquer, se nada for feito, os que são atacados por essas quadrilhas, não terão outra alternativa, a não ser partir para o revide.
É só uma questão de tempo, e pelo jeito é exatamente isso o que estão querendo ...
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