Marta culpa Serra por confronto policial e diz que ficou "pasma" com insinuações
MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online
A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, criticou nesta sexta-feira as declarações do governador José Serra (PSDB), que ontem afirmou em entrevista ao "SPTV", da TV Globo, que o confronto entre policiais civis em greve e a Polícia Militar teve motivação eleitoral. "Eu fiquei pasma", afirmou a ex-prefeita, que atribuiu as manifestações à "incapacidade de diálogo do governo estadual".
"Eu fiquei pasma com aquilo. Porque se é uma negociação que a gente lê no jornal desde março acontecer, é uma reivindicação dos delegados, da polícia desde há muito tempo, e nos últimos 30 dias com mais freqüência. Então querer culpar um partido político por uma incapacidade de negociação, eu não esperava essa postura do governador", afirmou a candidata, que se reuniu hoje com um grupo de taxistas que apóiam a sua candidatura.
Ontem, Serra afirmou que movimentos sindicais como a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Força Sindical participaram da manifestação. "Tem CUT, Força Sindical, outros sindicatos, partidos políticos, deputados de outros partidos, todos chamando para a manifestação, com uso claramente político-eleitoral", disse o governador. Tanto a CUT quanto a Força Sindical apóiam oficialmente a candidatura de Marta.
Marta comparou as declarações de Serra com as insinuações de que o PT teria participado do seqüestro do empresário Abílio Diniz, em 1989 --às vésperas das eleições presidenciais em que Luiz Inácio Lula da Silva foi candidato. "Quando teve o seqüestro do Abílio Diniz, puseram camisetas do PT nos seqüestradores, e ali o Lula [presidente Luiz Inácio Lula da Silva] perdeu a eleição também. E agora nós estamos na véspera de uma eleição. Eu fico pasma do governador poder fazer insinuações desse porte. É muito sério o que ele fez", disse.
O vice de Marta, o deputado federal Aldo Rebelo (PC do B), também condenou as declarações de Serra. "Todo mundo sabe que os partidos apóiam manifestações de trabalhadores em defesa dos salários. Isso não significa que é uso eleitoral [...] É preciso que a população saiba quais são as causas dessa manifestação. Porque parece o seguinte: que se orquestrou uma manifestação porque estamos em época de eleição", afirmou.
Para Aldo, as declarações de Serra foram "indecentes". "Ele poderia explicar que não tinha condições de dar reajustes. Que compreende a insatisfação, mas que podia negociar para fazer alguma coisa decente. E não dizer que a manifestação é política porque isso é indecente, indigna", disse o deputado.
Apesar das críticas, a coordenação da campanha da ex-prefeita negou que irá utilizar o confronto entre os policiais em seu programa eleitoral. Hoje pela manhã, a candidata desmarcou seus compromissos de campanha para gravar seu programa eleitoral.
Serra
Em evento hoje ao lado de Kassab, Serra rebateu as críticas de Rebelo e disse que o candidato a vice de Marta perdeu "uma enorme oportunidade de não dizer uma besteira". "Ele, que tão poucas besteiras diz na vida, resolveu inaugurar com uma de grande tamanho", afirmou.
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Quando será que essas pessoas vão colocar os pés no chão e tirar a cabeça das nuvens.
Gabeira só não ganhou por que Paes teve apoio dos evangélicos do Crivella.... Simples assim...
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