Kassab nega uso de máquina e diz que cheque no metrô é medida administrativa
CAMILA NEUMAM
MARINA NOVAES
Colaboração para a Folha Online
O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), afirmou nessa sexta-feira que a entrega do cheque para obras no metrô foi uma medida administrativa e não eleitoral. A afirmação é uma resposta à campanha de Marta Suplicy (PT), que pediu a cassação de sua candidatura após a entrega do cheque para investimento no metrô na última quarta-feira.
A campanha da petista acusa o ato como uma medida de uso da máquina pública para promover sua candidatura. Para Kassab, a acusação acontece pois o PT quer "ganhar [a eleição] no tapetão".
"[A entrega do cheque] é uma medida administrativa, não eleitoral. Tínhamos dinheiro no caixa e pudemos fazer.", afirmou Kassab durante visita ao sindicato dos taxistas, nesta tarde, na zona sul.
Sobre o pedido de impugnação de sua campanha pedido por Marta pelo uso do que a petista chamou de "checão", Kassab disse que a entrega é uma medida administrativa. E que com isso a candidata quer ganhar no tapetão.
O prefeito disse ainda que os investimentos realizados durante sua gestão foram fruto de um planejamento que não existiu na gestão da ex-prefeita. "Na gestão dela o dinheiro era investido em túneis nos Jardins, que quando chovia inundavam", afirmou.
Conforme revelou reportagem publicada hoje pela Folha, a campanha de Marta pediu à Justiça Eleitoral a cassação da candidatura de Kassab graças à entrega do "checão" ao governador José Serra (PSDB) --seu padrinho político.
Nesta quarta-feira (15), Kassab e Serra posaram juntos segurando o cheque simbólico que representa o investimento da prefeitura de R$ 198 milhões nas obras do Metrô. A entrega do cheque, no entanto, aconteceu a poucos dias do segundo turno das eleições municipais.
Acusação
O deputado e coordenador da campanha petista, Carlos Zarattini (PT-SP), reforçou a afirmação de que Kassab fez uso das máquinas públicas municipal e estadual em seu favor, em entrevista à Folha Online nesta sexta.
"Vamos continuar batalhando, porque não é possível que o Tribunal [Regional Eleitoral de São Paulo] não enxergue essa evidência: a máquina pública municipal e estadual estão sendo usadas nessa campanha. [...] É uma solenidade oficial com a utilização de recursos públicos, usando a máquina pública, para que houvesse a promoção da candidatura", afirmou.
Ontem, a campanha de Kassab já havia negado o uso da máquina pública. "O evento público aconteceu de forma absolutamente apropriada e foi testemunhado por toda a imprensa", afirmou.
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Quando será que essas pessoas vão colocar os pés no chão e tirar a cabeça das nuvens.
Gabeira só não ganhou por que Paes teve apoio dos evangélicos do Crivella.... Simples assim...
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