No RS, secretária deixa governo gaúcho e critica Yeda
da Agência Folha, em Porto Alegre
da enviada especial da Folha a Porto Alegre
A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), contabilizou mais uma baixa no seu secretariado, a 20ª em 21 meses de gestão, com a saída da secretária extraordinária de Transparência, Mercedes Rodrigues. Também tucana, ela pediu demissão e criticou a "falta de compromisso" do governo gaúcho com o combate à corrupção.
Desde junho, auge da crise política vivida pela governadora, Mercedes ocupou dois cargos --a secretaria-geral de Governo e a secretaria extraordinária de Transparência, anunciada em julho, como resposta política aos escândalos de corrupção que começaram depois que a Polícia Federal identificou uma fraude de R$ 44 milhões no Detran em 2007.
Mercedes demonstrou irritação com o fato de que a pasta que ocupava, "anunciada com muita pompa" em julho, não foi criada de fato. Em agosto, a Casa Civil retirou o projeto de lei que tramitava na Assembléia para instituir a secretaria.
"Se eu permanecesse no governo, daria suporte para que a opinião pública pensasse que está tudo bem, mas o compromisso, anunciado com muita pompa em julho, está empacando", disse ela ontem.
"O tempo se esgotou. Para mim está evidente que o compromisso [do governo] com a transparência e o combate à corrupção ficou prejudicado."
O governo divulgou ontem à noite nota sobre a demissão. Sem citar a colega demissionária, o secretário de Governo, Erik Camarano, afirmou que a criação da Secretaria de Transparência é um "compromisso inafastável" da governadora.
Camarano disse que "a transparência dos atos de governo independe da mera estrutura burocrática da secretaria".
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É desproporcional, a força com que estão querendo minar o governo dela.
O engraçado, é que são os mesmos grupos e partidos que antes governaram o Estado, e motivaram a saída de centenas de empresas de lá.
Por pura instabilidade economica e falta de visão estratégica.
São os mesmos!
E querem a boquinha de volta.
Será que os gaúchos caíram neste golpe?
Para o bem deles, tomara que não.
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