Acusações de plágio marcam debate em Belo Horizonte
FERNANDA ODILLA
Enviada especial da Folha de S.Paulo a Belo Horizonte
Os candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte também trocaram nesta terça-feira acusações de plágio. Marcio Lacerda (PSB) distribuiu trechos do programa de governo do adversário com informações sobre a região metropolitana dizendo que elas foram copiadas da Wikipédia, uma enciclopédia da internet. Leonardo Quintão (PMDB), por sua vez, afirmou que Lacerda propõe projetos já elaborados e pagos pela prefeitura.
"O senhor está plagiando a prefeitura", disse Quintão, em debate na manhã de hoje, referindo-se à proposta do adversário de criar vias para facilitar deslocamento entre bairros de diferentes regiões da cidade.
Lacerda admitiu que a proposta faz parte do Plano de Reorganização do Trânsito de Belo Horizonte, encomendada pelo prefeito Fernando Pimentel (PT), que o apóia. Justificou dizendo que o lema da campanha dele é "continuar e melhora"' a gestão do prefeito.
Quintão, no entanto, não explicou por que deixou de citar a Wikipédia como fonte ao descrever itens como composição, demografia, economia e sistema de gestão da região metropolitana de Belo Horizonte. Disse apenas que o plano de governo foi elaborado por técnicos do PMDB e também do governo Aécio Neves (PSDB), que apóia Marcio Lacerda.
Os ataques não se limitaram ao plágio. Tanto Lacerda quanto Quintão tiveram de explicar expressões polêmicas. Lacerda pediu desculpa por dizer que podia "pisar no pescoço" dos que o criticaram. Quintão, ao ser questionado sobre as três versões para a declaração "vamos chutar a bunda" dos adversários, respondeu com provocação: "Chutar a bunda não mata como pisar no pescoço".
Proteção
A Polícia Federal orientou o candidato Leonardo Quintão (PMDB) a pedir proteção à Polícia Militar ou à polícia legislativa da Câmara dos Deputados. As denúncias do deputado, que alega ser vítima de ameaça e injúria, serão investigadas pelo Ministério Público Eleitoral em Minas Gerais, por determinação do Tribunal Regional Eleitoral dada ontem.
Ontem, o juiz Adriano de Mesquita Carneiro, da Comissão de Fiscalização da Propaganda Eleitoral de Belo Horizonte, concedeu também direito de resposta de um minuto a Quintão.
O candidato alegou que a campanha de Marcio Lacerda lhe ofendeu ao fazer referências como "ele não sabe o que é trabalhar" e "sustentado pelo pai". Segundo o juiz, "as falas exibidas visam prejudicar a imagem do candidato e o fazem de maneira caluniosa, injuriosa e inverídica."
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Lutar pela exclusão da EXTREMA (note bem e-x-t-r-e-m-a) desigualdade sócio-econômica da humanidade não é privilégio da "esquerda". Gestão política eficaz é que elimina desigualdade.
Se "a palavra é o perfume do homem" imagine o cheiro certos comentários.
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Belo Horizonte perdeu as últimas eleições. O Quintão não passava de um plano B do Aécio. Os planos do 'carioca', com a vitória do Kassab, foram pro vinagre.
Não tardará para que o Pimentel seja apunhalado pelo 'Cabo Anselmo' que ajudou a eleger.
Em 2.010 o Aécio não obterá a legenda do PSDB para a vaga de candidato à presidência, nem o Pimentel a conseguirá, no PT, para concorrer ao Governo do Estado. Escute o recado das urnas; mais de um milhão de eleitores não concordaram com a 'tal' aliança. Ah! Tenho uma boa coleção de vinis, MPB e rock de setenta pra trás, que, a exemplo de 68 - e também para a sua infelicidade - não 'acabaram' e uma boa e sortida quantidade de 'modernos' DVDs. Gostar de coisas antigas, como Cartola, Tom e Vinícius não me impede de apreciar Cazuza, Lenine e Skank. Parece-me que é você que tem que alargar seus horizontes.
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