Ministério Público instaura inquérito para apurar nepotismo no Legislativo e Executivo
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O Ministério Público Federal do Distrito Federal e Territórios instaurou nesta quinta-feira inquérito civil público para apurar os casos de nepotismo na Câmara, no Senado e também no Executivo --nos órgãos da administração direta e indireta.
Também hoje os procuradores pediram ao procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, que envie ofícios requerendo informações detalhadas sobre o assunto. Os ofícios foram encaminhados à Câmara, ao Senado e ao Ministério do Planejamento.
Souza deve encaminhar os ofícios para os presidentes do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), além do ministro Paulo Bernardo (Planejamento) para que enviem informações detalhadas sobre eventuais casos de nepotismo. Eles terão prazo de dez dias para dar suas respostas.
O inquérito sobre os casos de nepotismo no Legislativo e no Executivo é comandado por duas procuradoras. A procuradora Ana Carolina Roman é responsável pelas informações relativas à Câmara, enquanto Ana Carolinna Resende conduz as investigações sobre o Senado e o Executivo.
A Folha Online apurou que não há prazo definido para que as procuradoras concluam suas análises. Porém, é esperado que as autoridades encaminhem suas informações até a próxima semana interesse em contribuir com a obediência da súmula vinculante definida pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
No Senado, Garibaldi recuou na determinação inicial que autorizava a manutenção de alguns parentes de políticos. Depois da indicação do procurador-geral sobre a ordem expressa para seguir a súmula, o peemedebista comandou a exoneração de 86 funcionários.
Na Câmara, Chinaglia evitou entrar em conflito com os colegas deputados. Segundo ele, cada parlamentar seria responsável por apontar casos de nepotismo e as demissões ocorreriam em seguida.
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