Brasil
26/10/2008 - 08h10

Candidatos da base aliada se enfrentam em oito das 11 capitais onde há 2º turno

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GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Os partidos aliados do governo federal vão entrar em confronto direto neste domingo em oito das 11 capitais brasileiras onde há disputa das eleições municipais em segundo turno. Para escapar do desgaste político e seus efeitos no Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por não subir em palanques onde há disputa entre integrantes da base.

Lula também quer evitar reflexos nas eleições presidenciais de 2010. O presidente teme desgastes especialmente com o PMDB, partido que concorre ao segundo turno em seis, das 11 capitais.

Além de uma aliança com os peemedebistas na corrida pelo Palácio do Planalto daqui a dois anos, o presidente quer evitar dissidências no Congresso --uma vez que o partido reúne as maiores bancadas da Câmara e do Senado.

Em Porto Alegre (RS), onde Maria do Rosário (PT) disputa a prefeitura com José Fogaça (PMDB), Lula decidiu gravar na última quinta-feira mensagem para o programa eleitoral da candidata --mas ausentou-se dos comícios na capital gaúcha.

Como a petista ficou atrás de Fogaça em mais de dez pontos percentuais nas pesquisas de intenção de voto, Lula decidiu gravar a mensagem nos últimos dias da campanha, mas deixou claro que não participaria pessoalmente de atos pró-Rosário.

Na disputa entre PT e PMDB, Lula também enfrentou constrangimentos em Salvador (BA), onde o petista Walter Pinheiro disputa a prefeitura com João Henrique (PMDB) --mas nenhum recebeu oficialmente o apoio do presidente.

Em contrapartida, o governador Jaques Wagner (PT) fez duros ataques ao ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), peemedebista, um dos principais aliados de Henrique.

A Folha Online apurou que integrantes do governo temem um racha da base na Bahia, depois dos ataques de Wagner ao PMDB. Sem citar nominalmente o partido, o governador chegou a condenar, durante a campanha de Pinheiro, aqueles que fizeram "ataques sórdidos" ao governo Lula no passado, mas agora decidiram "beber" da sua "popularidade" --numa referência aos peemedebistas.

Em Belo Horizonte, a aliança entre PT e PMDB também saiu arranhada depois que o prefeito Fernando Pimentel (PT) se uniu ao governador Aécio Neves (PSDB) para apoiar a candidatura de Márcio Lacerda (PSB).

O candidato disputa a prefeitura com Leonardo Quintão (PMDB), apesar do peemedebista integrar a base aliada do governo na Câmara dos Deputados.

O PMDB ainda disputa com partidos da base aliada as prefeituras de Florianópolis (SC) --com Dário Berger (PMDB) contra Esperidião Amim (PP)-- e Rio de Janeiro, com Eduardo Paes (PMDB) contra Fernando Gabeira (PV). Apesar de manter-se neutro em ambas as disputas, nos bastidores Lula não esconde o apoio à candidatura de Paes, um dos principais aliados do governador Sérgio Cabral (PMDB), de quem o presidente também se tornou fiel escudeiro.

A base aliada tem confrontos diretos neste domingo em Manaus (AM), com Amazonino Mendes (PTB) e Serafim Costa (PSB); em Macapá (AP), entre Carlos Capiberibe (PSB) e Roberto Góes (PDT); e em Belém (PA), entre os candidatos Duciomar Costa (PTB) e José Priante (PMDB).

Oposição

Nas capitais, candidatos da oposição chegaram ao segundo turno em São Paulo (SP), São Luís (MA) e Cuiabá (MT).

Em São Paulo, Lula fez campanha em prol de Marta Suplicy (PT), embora o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) apareça com larga vantagem sobre a candidata petista nas pesquisas de intenção de voto.

Em São Luís, João Castelo (PSDB) disputa a prefeitura com Flávio Dino (PC do B), enquanto Wilson Santos (PSDB) enfrenta Mauro Mendes (PR) na corrida pela Prefeitura de Cuiabá.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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