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Brasil
24/10/2008 - 21h42

Promotoria Eleitoral pede cassação de Amazonino Mendes em Manaus

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KÁTIA BRASIL
da Agência Folha, em Manaus

O MPE (Ministério Público Eleitoral) pediu ontem a cassação do candidato à Prefeitura de Manaus o ex-governador Amazonino Mendes (PTB) e de seu vice, o deputado federal Carlos Souza (PP), por suposta compra de votos.

Na véspera do primeiro turno, a Polícia Federal apreendeu em um posto de combustível 419 requisições de carros já abastecidos com 20 litros de gasolina cada um. Nas requisições havia a frase "eleições 2008-Amazonino Mendes".

Amazonino disputa o segundo turno domingo com o prefeito Serafim Corrêa (PSB).

A Justiça Eleitoral determinou a abertura do inquérito pela PF na semana passada. O caso foi descoberto após denúncia de partidários de Omar Aziz (PMN), derrotado no primeiro turno, mas que apóia Amazonino no segundo turno.

No posto de combustível, que foi lacrado, agentes federais encontraram 300 carros que seriam abastecidos, supostamente para transportar eleitores.

Hoje, a juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, que preside as eleições de Manaus e vai julgar a ação, disse à reportagem que Amazonino e Souza foram notificados para a defesa. O MPE pede ainda multa de R$ 50 mil aos candidatos como punição pela suposta captação ilícita de votos e gastos ilegais com verba de campanha.

O advogado da coligação de Amazonino, Daniel Nogueira, disse que a Justiça Eleitoral vai chegar à conclusão de que não existe irregularidade, pois a gasolina era para carros de fiscais do partido.

Comentários dos leitores
Fuad Abinader Jr. (1) 25/10/2008 09h37
Fuad Abinader Jr. (1) 25/10/2008 09h37
Em Manaus é sempre assim, o MPE autua o Amazonino mas a Justiça sempre declara que não era nada. O Amazonas é o verdadeiro faroeste caboclo. Que a imprensa nacional fique de olhos abertos e não permita a volta desse Maluf baré ao poder. sem opinião
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Armando Malato (5) 25/10/2008 00h06
Armando Malato (5) 25/10/2008 00h06
Ha poucas horas fiz um comentário avaliando o caso Amazonino Mendes, porém, não ví editado a referida avaliação. Será que há alguma parcialidade na seleção dos mesmos?
Armando Malato
sem opinião
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