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Brasil
24/10/2008 - 21h47

Para Maria Rosário, eleição do PT em Porto Alegre está mais difícil

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SIMONE IGLESIAS
enviada especial da Folha de S.Paulo a Porto Alegre
GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre

A candidata do PT à Prefeitura de Porto Alegre, Maria do Rosário, disse nesta sexta-feira que esta é a disputa mais difícil para o partido desde 1988, quando Olívio Dutra se elegeu e a partir do ano seguinte instituiu na capital gaúcha uma hegemonia no governo que durou 16 anos.

Maria do Rosário atribuiu a dificuldade a dois fatores: a perda de petistas que viraram adversários este ano e ao fato de o PT não estar no comando.

"Esta é a primeira eleição em 20 anos sem estarmos na prefeitura e também que não unimos a esquerda. Há quadros que foram formados pelo PT, mas que saíram e foram para outros partidos que estão na disputa contra mim este ano", argumentou a candidata.

Rosário citou a deputada Luciana Genro (PSOL); José Fortunati (PDT), candidato a vice de José Fogaça (PMDB); e Vera Guasso (PSTU); além de dirigentes e assessores que estão em campo oposto, coordenando candidaturas dos dissidentes e da deputada federal Manuela D'Ávila (PC do B).

À tarde, Rosário fez uma caminhada pela região central de Porto Alegre acompanhada do ministro Tarso Genro (Justiça) e do ex-governador Olívio Dutra (2003-2006).

Para tornar ainda mais difícil o jogo eleitoral para o PT em Porto Alegre, Guasso e Luciana declararam neutralidade no segundo turno. A deputada do PSOL fez 9,2% dos votos válidos e, segundo pesquisa Datafolha, 46% dos seus eleitores votarão em Fogaça.

O mesmo ocorre com os votos de Manuela: a maior fatia, de acordo com o levantamento do Datafolha, vai para o peemedebista: dos 15,3% eleitores que escolheram a comunista no primeiro turno, 43% disseram que votarão em Fogaça.

A neutralidade mantida pelos dissidentes e até mesmo a opção pelo campo adversário, caso de Fortunati, é resultado de rompimentos traumáticos.

Fortunati integrou por 12 anos a gestão petista na capital gaúcha e foi vice-prefeito de 1997 a 2000. Seria candidato a prefeito, seguindo a linha sucessória do PT. Mas acabou atropelado pelo então prefeito Raul Pont, que queria concorrer à reeleição, e pelo hoje ministro Tarso Genro (Justiça), que queria voltar ao cargo. Perdeu a prévia e saiu do partido.

Luciana foi expulsa por contrariar determinação do PT nacional em votações no Congresso. Guasso fundou o PSTU depois de um racha entre correntes petistas no começo da década de 90.

Comentários dos leitores
Márcio Alexandre da Silva (4) 27/10/2008 17h39
Márcio Alexandre da Silva (4) 27/10/2008 17h39
Sou contra toda e qualquer tipo de violência, mas enquanto esta batendo em grevista pode. Mas agrediu alguém da impressa o mundo desaba. Por quê? sem opinião
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Alberto Fróes (1) 27/10/2008 16h35
Alberto Fróes (1) 27/10/2008 16h35
Uma vergonha a agressão ao correspondente da Folha em Porto alegre É questão de honra o partido apontar esses agressores à opinião pública, sob pena de co-autoria. começaram mal. 3 opiniões
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Wagner Orti (68) 27/10/2008 16h33
Wagner Orti (68) 27/10/2008 16h33
Tem um bando de desocupados que ficam o dia todo postando comentarios contra o PT e vibrando com a derrota do PT até em prefeituras insignificantes, respeito o direito de não gostar do PT mas deveriam cobrar de seus candidatos que tivessem essa mesma postura que eles pois não ví nenhum candidato ter coragem de criticar o governo do Lula e do PT e onde o PT pedeu foi para partidos aliados que apoiam o governo do PT. Isso é tão ridículo como comemorar a derrota de um time adversário com o seu estando na segunda divisão. 7 opiniões
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