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Brasil
26/10/2008 - 09h04

Trunfo do PMDB em Salvador confirmará ascensão na Bahia

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LETÍCIA SANDER
enviada especial da Folha de S. Paulo a Salvador
LUIZ FRANCISCO
da Agência Folha, em Salvador

Na sala de uma produtora na manhã da última quarta-feira, com quatro telefones celulares, o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) coordenava o fim da campanha do prefeito João Henrique (PMDB) à reeleição em Salvador.

A cena é emblemática para entender o quadro eleitoral que se desenha. João Henrique chegou ao poder em 2004 pelo PDT. Era um prefeito com altos índices de rejeição que foi atraído para o PMDB de Geddel.

Era o terceiro colocado na disputa até surtirem efeito as estratégias da campanha: altos investimentos em publicidade e um pacote de obras intensificadas nos meses que antecederam a eleição e, em parte, financiadas pelo governo federal (incluindo a pasta de Geddel).

Vencedor do primeiro turno por uma estreita margem de votos, João Henrique ampliou a diferença sobre o candidato do PT, Walter Pinheiro, no segundo turno e chega neste domingo com vantagem.

O crescimento, afirmam aliados, é fruto sobretudo das alianças feitas na segunda etapa da disputa, outra ação creditada a Geddel, que trouxe o apoio do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM).

Também se alinharam o ex-governador Paulo Souto (DEM) e o senador César Borges (PR), que fizeram suas carreiras ao lado de Antonio Carlos Magalhães (1927-2007).

Aliados e adversários descrevem João Henrique como carismático e humilde, mas sem grande capacidade de liderança. Daí a força do PMDB na gestão municipal, na qual controla três das principais secretarias.

Na reta final da campanha, o governador Jaques Wagner (PT) atacou o prefeito e insinuou que a cidade é governada pela máquina peemedebista.

Se João Henrique vencer, o PMDB se confirmará como a principal força política da Bahia. Nestas eleições, já garantiu 114 das 417 cidade no Estado.

Comentários dos leitores
João Carlos Gagliardi (88) 28/10/2008 09h13
João Carlos Gagliardi (88) 28/10/2008 09h13
Esse Geddel me dá nojo!
Temos aqui, uma mostra do baixo quilate do ministério lula. É um exemplo claro, do complexo do "sinhozinho" e do serviçal em ação.
Oferecer uma vitória ao lula?
Vai ser capacho lá onde todo mundo sabe. As "vitórias" dos partidos da base aliada foram lastreadas principalmente pela grande, farta e generosa distribuição de "bolsas - Vou te comprar" e o povão que não quer perder uma boquinha dessas de jeito nenhum, claro recompensou seus "donos".
Essa mesma estratégia é usada, com pequenas variáveis, em nossos vizinhos "bolivarianos" e lá como cá, isso vai acabar...
sem opinião
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Luís da Velosa (137) 27/10/2008 15h39
Luís da Velosa (137) 27/10/2008 15h39
O ministro Geddel tem se revelado um político que, na sua circunspecção, na sua firmeza, na sua gratidão - talvez a sua maior qualidade - no seu apurado descortínio político, no domínio absoluto no exercício das suas funções ministeriais, na sua tenacidade em não permitir que nada obstaculize o crescimento do país, muito há de construir para que as amarras que prendem, ainda, esse país se cortem, se partam e deixem o país à solta realizando a sua destinação. É meu conterrâneo mais conspícuo, mais respeitável, mais realizador. 1 opinião
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Saulo Mundim Lenza (257) 25/10/2008 18h06
Saulo Mundim Lenza (257) 25/10/2008 18h06
Senado e Camara são duas instituições completamente desacreditadas, desmoralizadas, e sem a menor condição de legislar.
O Supremo Tribunal Federal que o diga.
2 opiniões
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