Sem qualquer apoio formal de Lula, petista aposta em virada em Salvador
LETÍCIA SANDER
enviada especial da Folha de S. Paulo a Salvador
LUIZ FRANCISCO
da Agência Folha, em Salvador
Sem apresentar nenhuma declaração de apoio do presidente Lula, principal cabo eleitoral do PT, o deputado federal Walter Pinheiro tenta hoje mudar prognósticos de pesquisas e dar ao partido sua primeira vitória na Prefeitura de Salvador.
Nos últimos dias, o governador Jaques Wagner (PT), que teve pouca participação no primeiro turno, entrou ostensivamente na campanha.
Discursou em comícios, gravou mensagens para o programa eleitoral e criticou duramente o prefeito João Henrique (PMDB), adversário do petista. Também entrou em rota de colisão com o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), o "comandante" da campanha peemedebista.
No primeiro turno, somente na reta final, quando pesquisas indicavam que Pinheiro podia ficar fora da disputa, é que Wagner gravou uma mensagem de apoio. O governador nega ter abandonado Pinheiro.
"Não concordo. No primeiro turno, por uma questão de lealdade, eu disse que tinha três candidatos da base, mas que a minha preferência era Pinheiro. E aí não entrei com tanto peso na campanha."
De fato, antes do início do horário eleitoral gratuito, Wagner discursou nas convenções de Antonio Imbassahy (PSDB), de João Henrique (PMDB) e de Walter Pinheiro. Em todas, disse que a eventual vitória do candidato o alegraria.
Pinheiro, que disputa a sua primeira eleição majoritária, minimiza os problemas. "O presidente Lula participou de toda a campanha por meio de projetos, idéias e popularidade. Todos os eleitores brasileiros o identificam com o PT."
O deputado afirmou também que o governador "arregaçou as mangas" no segundo turno. Assim como aconteceu no primeiro, Pinheiro aposta na militância petista para derrotar João Henrique. "Tradicionalmente, o PT cresce muito nos momentos de chegada", disse.
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Temos aqui, uma mostra do baixo quilate do ministério lula. É um exemplo claro, do complexo do "sinhozinho" e do serviçal em ação.
Oferecer uma vitória ao lula?
Vai ser capacho lá onde todo mundo sabe. As "vitórias" dos partidos da base aliada foram lastreadas principalmente pela grande, farta e generosa distribuição de "bolsas - Vou te comprar" e o povão que não quer perder uma boquinha dessas de jeito nenhum, claro recompensou seus "donos".
Essa mesma estratégia é usada, com pequenas variáveis, em nossos vizinhos "bolivarianos" e lá como cá, isso vai acabar...
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O Supremo Tribunal Federal que o diga.
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