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Brasil
26/10/2008 - 09h08

Sem qualquer apoio formal de Lula, petista aposta em virada em Salvador

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LETÍCIA SANDER
enviada especial da Folha de S. Paulo a Salvador
LUIZ FRANCISCO
da Agência Folha, em Salvador

Sem apresentar nenhuma declaração de apoio do presidente Lula, principal cabo eleitoral do PT, o deputado federal Walter Pinheiro tenta hoje mudar prognósticos de pesquisas e dar ao partido sua primeira vitória na Prefeitura de Salvador.

Nos últimos dias, o governador Jaques Wagner (PT), que teve pouca participação no primeiro turno, entrou ostensivamente na campanha.

Discursou em comícios, gravou mensagens para o programa eleitoral e criticou duramente o prefeito João Henrique (PMDB), adversário do petista. Também entrou em rota de colisão com o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), o "comandante" da campanha peemedebista.

No primeiro turno, somente na reta final, quando pesquisas indicavam que Pinheiro podia ficar fora da disputa, é que Wagner gravou uma mensagem de apoio. O governador nega ter abandonado Pinheiro.

"Não concordo. No primeiro turno, por uma questão de lealdade, eu disse que tinha três candidatos da base, mas que a minha preferência era Pinheiro. E aí não entrei com tanto peso na campanha."

De fato, antes do início do horário eleitoral gratuito, Wagner discursou nas convenções de Antonio Imbassahy (PSDB), de João Henrique (PMDB) e de Walter Pinheiro. Em todas, disse que a eventual vitória do candidato o alegraria.

Pinheiro, que disputa a sua primeira eleição majoritária, minimiza os problemas. "O presidente Lula participou de toda a campanha por meio de projetos, idéias e popularidade. Todos os eleitores brasileiros o identificam com o PT."

O deputado afirmou também que o governador "arregaçou as mangas" no segundo turno. Assim como aconteceu no primeiro, Pinheiro aposta na militância petista para derrotar João Henrique. "Tradicionalmente, o PT cresce muito nos momentos de chegada", disse.

Comentários dos leitores
João Carlos Gagliardi (88) 28/10/2008 09h13
João Carlos Gagliardi (88) 28/10/2008 09h13
Esse Geddel me dá nojo!
Temos aqui, uma mostra do baixo quilate do ministério lula. É um exemplo claro, do complexo do "sinhozinho" e do serviçal em ação.
Oferecer uma vitória ao lula?
Vai ser capacho lá onde todo mundo sabe. As "vitórias" dos partidos da base aliada foram lastreadas principalmente pela grande, farta e generosa distribuição de "bolsas - Vou te comprar" e o povão que não quer perder uma boquinha dessas de jeito nenhum, claro recompensou seus "donos".
Essa mesma estratégia é usada, com pequenas variáveis, em nossos vizinhos "bolivarianos" e lá como cá, isso vai acabar...
sem opinião
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Luís da Velosa (137) 27/10/2008 15h39
Luís da Velosa (137) 27/10/2008 15h39
O ministro Geddel tem se revelado um político que, na sua circunspecção, na sua firmeza, na sua gratidão - talvez a sua maior qualidade - no seu apurado descortínio político, no domínio absoluto no exercício das suas funções ministeriais, na sua tenacidade em não permitir que nada obstaculize o crescimento do país, muito há de construir para que as amarras que prendem, ainda, esse país se cortem, se partam e deixem o país à solta realizando a sua destinação. É meu conterrâneo mais conspícuo, mais respeitável, mais realizador. 1 opinião
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Saulo Mundim Lenza (257) 25/10/2008 18h06
Saulo Mundim Lenza (257) 25/10/2008 18h06
Senado e Camara são duas instituições completamente desacreditadas, desmoralizadas, e sem a menor condição de legislar.
O Supremo Tribunal Federal que o diga.
2 opiniões
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