Peemedebista João Henrique Carneiro é reeleito prefeito de Salvador
da Folha Online
Atualizado às 21h28.
O prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB), 49, foi reeleito neste domingo. Com 100% das urnas apuradas (4.209), ele teve 58,46% dos votos válidos.
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João Henrique disputou o segundo turno com o deputado federal Walter Pinheiro (PT), 49, que ficou com 41,54% dos votos.
De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), votaram neste segundo turno 1.402.473 eleitores --foram registradas 344.805 abstenções. Os brancos somaram 2,02% e os nulos, 4,48%.
| Alan Marques/03.nov.2004/Folha Imagem |
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| O prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB), foi reeleito neste domingo |
A última pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado, apontava vitória de João Henrique, com 55% dos votos válidos, contra 45% de Walter Pinheiro.
O peemedebista começou a corrida eleitoral na terceira colocação nas pesquisas de intenções de voto, atrás do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) e do ex-prefeito Antonio Imbassahy (PSDB).
A campanha em Salvador foi marcada pela disputa da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como o PMDB e o PT fazem parte da base de apoio do governo Lula, ambos os candidatos achavam que tinham o direito de usar a imagem do presidente. Porém, o PT queria exclusividade, uma vez que Lula é presidente de honra do partido.
Para evitar problemas, o presidente decidiu não participar de campanhas eleitorais em municípios onde candidatos da base aliada governista se enfrentam no segundo turno.
A disputa foi parar na Justiça. Ambos os partidos entraram com recurso pela uso da imagem do presidente nos programas eleitorais e em cartazes.
Mas a briga entre PT e o PMDB começou muito antes da campanha eleitoral: nas convenções municipais dos partidos que definiram os candidatos. As duas legendas eram aliados na Bahia com apoios mútuos nas últimas eleições para o governo do Estado e para a prefeitura. Neste ano, o PT decidiu lançar candidato próprio a prefeito em vez de apoiar a reeleição de João Henrique.
Apoio
No começo das articulações para o segundo turno, João Henrique conseguiu o apoio de quatro pequenos partidos que apoiaram a candidatura do deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) no primeiro turno --PRP, PSDC, PT do B e PTN. Depois, o próprio DEM de ACM Neto e o PR aderiram à campanha do peemedebista.
Cinco ex-governadores da Bahia também se uniram contra o PT em Salvador: Paulo Souto (DEM), João Durval Carneiro (PDT), César Borges (PR), Nilo Coelho (PP) e Lomanto Júnior (PMDB).
Durante a campanha, o prefeito reeleito teve ainda o apoio de seis ministros, entre eles Edson Lobão (Minas e Energia), José Múcio (Relações Institucionais) e o "padrinho político" Geddel Vieira Lima (Integração Nacional).
Fronteira
A disputa em Salvador ultrapassou as fronteiras da cidade. No meio da campanha pelo segundo turno, o cantor e compositor baiano Caetano Veloso, que vota no Rio de Janeiro, "[criticou]": http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u455784.shtml João Henrique em seu blog.
Depois de escrever que não gosta do instituto da reeleição "porque há sempre a força da máquina do Estado do lado de quem quer se reeleger", Caetano atacou o peemedebista e pediu votos para Pinheiro.
Depois de Caetano, foi a vez de o PT convocar os prefeitos eleitos pelo partido na região metropolitana de Salvador para ajudar Pinheiro.
Desde o fim do primeiro turno, cerca de 2.000 pessoas das quatro cidades em que o PT venceu as eleições com candidato próprio --Camaçari, São Francisco do Conde, Lauro de Freitas e Vera Cruz-- "invadiram" a periferia de Salvador, maior reduto de João Henrique.
Perfil
Economista por formação, João é filho do senador e ex-governador do Estado João Durval (PDT). Antes de ser eleito prefeito --em 2004--, o candidato à reeleição foi vereador. Em 1994, foi eleito deputado estadual, cargo que ocupou por três mandatos consecutivos.
O peemedebista tem como vice o ex-prefeito de Salvador (1978-1979) Edvaldo Brito (PTB), 71. Natural de Muritiba (BA), Brito é advogado tributarista.
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