Kassab dedica vitória a Serra e cumprimenta Marta
da Folha Online
Na sua primeira coletiva como prefeito reeleito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) agradeceu ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB), por sua vitória nas urnas. Com 100% das urnas apuradas, Kassab teve 60,72% dos votos contra 39,28% para a petista Marta Suplicy.
"Nesses quatro anos tive uma grande perda, que foi a morte da minha mãe e tive um grande amigo que ganhei na vida e um grande líder, que é o José Serra, que levarei para o resto da minha carreira. Tenho nele um grande amigo e um grande líder e dedico a ele essa vitória", afirmou o prefeito ao discursar ao lado do governador.
Kassab também cumprimentou Marta, derrotada no segundo turno, e também a população de São Paulo por sua vitória.
"Quero cumprimentar os candidatos a prefeito, as candidatas a prefeita, no primeiro turno, os candidatos que tiveram uma participação democrática importante que fortaleceu a discussão do futuro da cidade. No segundo turno, cumprimentar a minha adversária Marta Suplicy", afirmou.
| Danilo Verpa/Folha Imagem |
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| Kassab cola adesivo em Serra antes de votar no segundo turno neste domingo |
Logo em seguida, foi Serra quem falou e fez seus agradecimentos pela vitória de Kassab. "Para mim, pessoalmente, esta vitória aqui em São Paulo da nossa aliança é muito gratificante. Fui eleito prefeito há quatro anos e coube ao Gilberto Kassab realizar a maior parte do mandato. A votação de hoje expressa o apoio ao nosso programa de governo, que o Gilberto soube ampliar e inovar dentro dele", disse o governador.
Marta
Mesmo antes do fim da apuração, Marta já havia reconhecido a derrota e também agradeceu seus eleitores. "Acabei de telefonar ao prefeito Kassab para parabenizá-lo, e quero agora agradecer aos milhões de eleitores que tiveram a confiança e votaram na gente. Ao mesmo tempo, eu agradeço a militância do PT, que foi muito aguerrida, aos sindicatos que nos apoiaram, aos aliados, que também compareceram nas ruas e deram muita força", disse Marta por volta das 19h.
Kassab
Prefeito desde março de 2006, quando herdou o cargo após Serra se candidatar ao governo do Estado, o democrata consegue agora, com a vitória nas urnas, livrar-se do estigma de vice.
Com o resultado, Kassab se consagra como o principal nome do DEM paulista e tem a oportunidade de mostrar que pode administrar um governo próprio. A proximidade com Serra, no entanto, deve ser mantida durante a nova gestão.
| Joao Wainer /Folha Imagem |
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| Kassab e Serra se abraçam durante primeiro discurso do democrata como prefeito reeleito; vitória foi dedicada ao governador |
O governador, mesmo nos bastidores, foi um dos principais articuladores da candidatura do democrata e um dos cabos eleitorais mais empenhados na reta final da campanha, quando o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, já estava fora da disputa.
O bom desempenho na eleição municipal colocou o nome de Kassab como um dos possíveis sucessores ao governo de São Paulo em 2010, quando Serra deve concorrer à Presidência da República.
Preocupado em ganhar a eleição municipal, o prefeito se prontificou a negar a possibilidade concorrer ao governo de SP durante a campanha, alegando não ter biografia para postular a vaga.
Campanha
O fato de nunca antes ter encabeçado uma chapa em eleições majoritárias pesou no início da campanha de Kassab. Nos primeiros meses da disputa, o prefeito chegou a amargar um terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, com índices de votação próximos dos 10%.
Sua ascensão nas pesquisas coincidiu com sua maior exposição no horário eleitoral gratuito. Por meio de apoios costurados com PMDB, PV e PR, entre outros partidos da base de seu governo, Kassab teve o maior tempo no rádio e na TV no primeiro turno.
A propaganda massiva foi apontada com o principal fator que possibilitou a virada de Kassab nestas eleições. Contrariando inclusive as pesquisas --que apontavam o crescimento de Kassab, mas a vitória de Marta--, o prefeito venceu o primeiro turno com 33,61% dos votos válidos --apenas 0,82 pontos percentuais a mais que a petista.
A pequena margem do primeiro turno contrastou com sua larga vantagem na etapa seguinte do pleito, quando, desde o início, liderou a disputa com mais de 16 pontos de vantagem, segundo pesquisas.
Ao mesmo tempo em que crescia na disputa, Kassab foi se tornando o alvo preferido dos ataques de seus adversários. Seu passado, suas alianças e até sua vida pessoal foram largamente exploradas durante a campanha. A propaganda, mais uma vez, fez diferença em seu favor.
Biografia
| Arquivo Pessoal |
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| Assista a vídeo com biografia de Gilberto Kassab, eleito prefeito de SP |
Kassab é formado em engenharia civil e economia pela USP (Universidade de São Paulo), concluídos em 1985 e 1986, respectivamente. Logo após terminar os dois cursos, trabalhou por um ano na empresa Duratex, no departamento de organização e método. Depois abriu um escritório de engenharia e uma gráfica.
Iniciou sua vida política ainda na década de 80, quando fazia pós-graduação e conheceu o então secretário estadual licenciado de Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos.
Em 1989, participou da campanha de Afif Domingos para a Presidência da República. Na campanha deste ano à Prefeitura de SP, Afif Domingos foi o coordenador do programa de governo de Kassab.
O prefeito eleito também foi secretário de Planejamento da Prefeitura de São Paulo durante 14 meses, período que inclui a gestão do ex-prefeito Celso Pitta (1997-2000). A passagem pela administração Pitta foi uma das principais armas contra Kassab durante a campanha.
Kassab disputou sua primeira eleição em 1990, concorrendo a uma das vagas para deputado estadual. Em 1992, foi eleito vereador de São Paulo. Dois anos mais tarde, elegeu-se deputado estadual pelo extinto PL (atual PR) com 36.303 votos. Nas eleições de 1998, conseguiu uma vaga na Câmara dos Deputados pelo então PFL (atual DEM) com 92.866 votos. Foi reeleito em 2002 com 234.509 votos.
Nas eleições de 2004, Kassab conquistou a vaga de vice-prefeito na chapa de Serra e assumiu a prefeitura quando o tucano deixou o cargo para disputar o governo do Estado.
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"Esse secretário não tem como sair. Mesmo se ele quisesse, teria que brigar e iria ficar".
- Que secretário é esse que até arrancou uma fala quase correta do prefeito?
"Tenho orgulho de ter o secretário Dimas conosco, que vai continuar na nossa gestão."
- Será o orgulho ou o secretário Dimas que "vai continuar na nossa gestão"?
"Eu tenho a melhor das impressões da candidata Soninha, mas não tem nenhuma conversa em andamento".
- Perceberam que na primeira frase, a terceira pessoa a quem Kassab se refere "não tem", o máximo que lhe é conferido é um "teria", enquanto que nas duas últimas, quando fala de si mesmo, o "tenho" fica bem frisado, deixando implícita uma necessidade de auto-afirmação?
Extraído do site Terra/eleições 2008/ hoje 12h32.
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1. A dependência a que me referi considera o atual momento crítico pelo qual todos passam. Não se trata de quem arrecada, mas de quem tem dinheiro em caixa. A aprovação da MP 442 atesta isso. A abordagem que você faz, meu caro, é estrutural e concordo com ela. A minha abordagem é contingencial.
2. Não classifiquei os políticos do PSDB e do DEM como semi-analfabetos. Entenda como: os pessedebistas e os democratas politicamente semi-analfabetos. Esclareço ainda que a colocação exclui todos os pessedebistas e todos os democratas que não sejam politicamente semi-analfabetos.
3. O Serra está, sim, cauteloso. Não deixe que o seu romantismo partidarista desaguce o seu senso crítico.
4. Não dialogo sobre qualquer assunto que relacione períodos distintos invertendo-se as posições dos seus determinantes pela simples razão de ser da sua ineficácia.
Até logo.
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