Fortalecido nas urnas, PMDB entra na disputa pelo comando da Câmara e do Senado
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Com a conquista da maioria das prefeituras do país nas eleições municipais que encerraram neste domingo, o PMDB ganhou força para disputar o comando da Câmara do Deputados e do Senado Federal em 2010. Embora oficialmente o partido tenha lançado apenas o nome do deputado Michel Temer (PMDB-SP) para presidir a Câmara, senadores peemedebistas trabalham nos bastidores para emplacar um nome da legenda no comando do Senado.
O PT lançou o senador Tião Viana (AC) na disputa pela presidência do Senado com a esperança do apoio do PMDB --uma vez que os petistas prometem honrar o compromisso de apoiarem a candidatura de Temer na Câmara. Senadores peemedebistas, no entanto, argumentam que o partido deve ficar com o comando das duas Casas Legislativas por reunir as maiores bancadas na Câmara e no Senado.
Com a vitória maciça nas eleições municipais, senadores peemedebistas também argumentam que o PMDB é o partido mais forte da atualidade em todo o país, motivo que permitiria à legenda centralizar o comando do Legislativo.
Interlocutores do partido afirmaram à Folha Online que a disposição entre os integrantes da legenda é lançar candidatura própria à presidência do Senado, já com vistas a fortalecer o partido para a corrida presidencial de 2010.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para unir petistas e peemedebistas no Congresso com a intenção de viabilizar uma chapa única PT-PMDB na disputa pelo Palácio do Planalto em 2010. O PMDB sinalizou, porém, que pretende lançar candidato próprio à presidência para fortalecer a hegemonia do partido no país.
Candidatos
O ministro Hélio Costa (Comunicações) é cotado para disputar o comando do Senado, uma vez que está licenciado da Casa para ocupar o ministério. Costa retornaria ao Legislativo como candidato do PMDB à presidência do Senado. Nos bastidores, peemedebistas também trabalham para lançar o senador José Sarney (PMDB-AP) na disputa, embora oficialmente o parlamentar negue disposição em disputar o cargo.
Como o PMDB reúne as duas maiores bancadas na Câmara e no Senado, pela tradição do Congresso, o partido teria a prerrogativa de ocupar as duas presidências. Nas eleições de 2006, porém, o PMDB fechou acordo com o PT para que o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) assumisse a presidência da Câmara --mesmo com a maior bancada nas mãos dos peemedebistas.
O PT reivindica, agora, que o acordo firmado na Câmara em 2006 seja repetido no Senado. Os petistas querem emplacar Viana no comando da Casa Legislativa, uma vez que o PMDB lançou Temer oficialmente para a presidência da Câmara.
Os petistas argumentam que as Casas precisam ter forças distintas em seu comando para assegurar maior representatividade às legendas que têm representantes no Congresso.
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"O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), admitiu nesta quinta-feira que a base aliada governista não vai colocar em votação neste ano a emenda que garante a todos os beneficiários da Previdência Social o mesmo aumento concedido ao salário mínimo."
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1-Reforma tributária (que é prometida desde 02/2008) às vésperas da eleição é golpe
2-Aumento da carga tributária
3-Redução da arrecadação para os estados (a União leva a parte do leão)
4-Texto da reforma repleto de impedimentos observados pela própria base aliada
5-Não haverão MPs sobre questões tributáias
É.... pois é...
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