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Brasil
27/10/2008 - 21h43

Fogaça defende aliança que o reelegeu para levar Rigotto ao governo do RS em 2010

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GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre

Na sua primeira entrevista coletiva após a vitória, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), defendeu hoje a reprodução da aliança que o reelegeu, com o PDT e o PTB, para levar o ex-governador peemedebista Germano Rigotto (2003-2006) de volta ao governo do Estado em 2010.

Fogaça voltou a declarar que não pretende se licenciar da prefeitura para disputar a sucessão da governadora tucana Yeda Crusius, que tem o PMDB como seu principal aliado na Assembléia Legislativa. Na semana passada, em uma reunião da executiva estadual do partido, o nome do prefeito foi apresentado como uma das alternativas para a disputa do governo.

"O PMDB tem fila e o candidato ao governo do Estado na próxima eleição é o governador Germano Rigotto", disse o prefeito, defendendo a construção de uma candidatura com o apoio do PTB e do PDT.

O prefeito expressou ceticismo quanto à aliança de seu partido com o PT na sucessão presidencial. Para o reeleito, as duas siglas estarem juntas "não é impossível", mas ele acha o fato de seu partido ter vencido neste ano em 1.200 cidades criou uma condição de "protagonismo" do PMDB no tabuleiro eleitoral de 2010.

"O protagonismo do PMDB neste processo deverá ser marcante e decisivo. Não consigo enxergar o PMDB a reboque de nenhuma situação preestabelecida", afirmou Fogaça.

O peemedebista elogiou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), preferida por Lula para sucedê-lo.

"Considero [Dilma] uma excelente candidata. As questões políticas que envolvem candidaturas são outros quinhentos. Se me perguntas se eu acho a Maria do Rosário [petista derrotada no segundo turno] excelente candidata, acho, e no entanto competi com ela."

A ministra tem berço político em Porto Alegre e durante a campanha esteve na capital gaúcha cinco vezes para fazer campanha para Rosário.

Fogaça reassume o cargo na quarta-feira e viaja para a China, em missão oficial de dez dias, no próximo fim de semana. Só após sua volta é que ele vai começar a negociar a nova composição de seu secretariado.

Comentários dos leitores
Márcio Alexandre da Silva (4) 27/10/2008 17h39
Márcio Alexandre da Silva (4) 27/10/2008 17h39
Sou contra toda e qualquer tipo de violência, mas enquanto esta batendo em grevista pode. Mas agrediu alguém da impressa o mundo desaba. Por quê? sem opinião
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Alberto Fróes (1) 27/10/2008 16h35
Alberto Fróes (1) 27/10/2008 16h35
Uma vergonha a agressão ao correspondente da Folha em Porto alegre É questão de honra o partido apontar esses agressores à opinião pública, sob pena de co-autoria. começaram mal. 3 opiniões
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Wagner Orti (68) 27/10/2008 16h33
Wagner Orti (68) 27/10/2008 16h33
Tem um bando de desocupados que ficam o dia todo postando comentarios contra o PT e vibrando com a derrota do PT até em prefeituras insignificantes, respeito o direito de não gostar do PT mas deveriam cobrar de seus candidatos que tivessem essa mesma postura que eles pois não ví nenhum candidato ter coragem de criticar o governo do Lula e do PT e onde o PT pedeu foi para partidos aliados que apoiam o governo do PT. Isso é tão ridículo como comemorar a derrota de um time adversário com o seu estando na segunda divisão. 7 opiniões
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