Brasil
28/10/2008 - 11h46

Depois das eleições municipais, PT e PMDB deflagram disputa por comando do Congresso

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RENATA GIRALDI
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Encerradas as disputas municipais, os partidos deram início às articulações para as eleições às presidências do Senado e da Câmara. Na briga, dois aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva concorrem para ver quem será o vitorioso --de um lado o PT, que sonha com o comando do Senado-- e do outro o PMDB, que planeja ficar com as duas Casas.

24.set.2007/Folha Imagem
Romero Jucá (foto) tentou contemporizar os ânimos entre peemedebistas e petistas
Romero Jucá (foto) tentou contemporizar os ânimos entre peemedebistas e petistas

Ontem à noite, o presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), jantou com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para discutir as articulações do partido na disputa.

A Folha Online apurou que, na conversa, Jucá tentou contemporizar os ânimos internos entre peemedebistas e petistas, uma vez que a disputa já extrapolou os limites dos gabinetes e foi parar nos jornais. Em nome da unidade da base aliada, o líder argumentou que é necessário evitar os embates ostensivos.

Cauteloso, Temer afirmou compreender os argumentos de Jucá e concordar com eles, mas esclareceu que não abrirá mão de sua candidatura à Presidência da Câmara para facilitar um eventual acordo entre PMDB e PT no Senado.

Paralelamente, nos bastidores, Temer ainda enfrenta candidatos alternativos, como o deputado Ciro Nogueira (PP-PI), que é próximo do chamado baixo clero --que reúne os parlamentares menos expressivos da Câmara. No próprio PMDB há dissidentes, como Rita Camatta (ES) e Osmar Serraglio (PR), que também articulam suas candidaturas.

Na Câmara, PT e PMDB fecharam acordo em torno de Temer depois que os peemedebistas apoiaram a candidatura do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da Casa, em 2006.

Mas Temer receia que a vontade do PMDB em lançar candidato próprio no Senado, sem apoiar o nome do petista Tião Viana (AC), possa prejudicar o acordo com os petistas na Câmara.

Senado

Sem consenso no Senado, o PT reivindica o direito à sucessão à cadeira do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), na presidência do Senado. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) lidera o movimento em favor da candidatura de Viana.

No esforço de buscar uma estratégia bem definida para a campanha do petista, Suplicy organiza um jantar para amanhã no seu apartamento em Brasília.

Na lista de convidados de Suplicy estão os senadores Aloizio Mercadante (SP), Delcídio Amaral (MS), Fátima Cleide (RO), Flávio Arns (PR), Ideli Salvatti (SC), João Pedro (AM), Marina Silva (AC), Paulo Paim (RS), Serys Slhessarenko (MT), Tião Viana (AC).

Além de restrições do PMDB a Tião Viana, o PT enfrenta o desejo de petistas de também concorrerem ao comando do Senado. Discretamente, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) já comentou com alguns colegas sobre sua vontade de ocupar a cadeira de Garibaldi.

Porém, o PMDB promete dificultar os planos do PT. No Senado, o ex-presidente da Casa e ex-líder da bancada Renan Calheiros (AL) é um dos principais críticos à possibilidade de Tião suceder Garibaldi.

Segundo peemedebistas, Renan não perdoa Tião por ele ter sido tão duro no período que ocupava provisoriamente a presidência da Casa, enquanto o peemedebista era acusado de utilizar recursos de uma empreiteira para pagar pensão alimentícia à jornalista Mônica Velozo.

A oposição promete apoiar o nome do PMDB caso seja alinhado com o DEM e PSDB. Entre os peemedebistas, é consenso que o senador José Sarney (PMDB-AP) poderia agregar governo e oposição em torno de sua candidatura, por isso o parlamentar vem sendo pressionado a entrar na disputa.

Mesmo que Sarney negue o convite, o PMDB se articula para lançar candidato próprio na disputa contra Viana.

Comentários dos leitores
joão batista cassio (35) 26/10/2009 22h21
joão batista cassio (35) 26/10/2009 22h21
atenção nação brasileira, vamos antecipar o são joão e fazer uma enorme fogueira com nossos titulos de eleitor, com voto não conseguiremos, tirar esses picaretas de lá, cada um deles tem seu currauzinho, precisamos importar alguns homembomba , ai quem sabe. 1 opinião
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Wilson Carvalho (23) 19/10/2009 16h23
Wilson Carvalho (23) 19/10/2009 16h23
...Eu relançaria o Volkswagem, o Opalão, a Romiseta e reinventaria a máquina de escrever.
Esse retrocesso me dá câibras nas partes baixas.....
Deus tenha piedade...de nossos bolsos ( quer dizer..o que sobrou deles)
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Leonardo Rocha (10) 06/10/2009 13h06
Leonardo Rocha (10) 06/10/2009 13h06
Não adianta ficar aqui reclamando do circo, pois cada um de nós ajudou a erguer a lona. O que mais me preocupa não são os palhaços lá dentro e sim a passividade e omissão dos bobos da corte aqui de fora. 4 opiniões
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