Oito candidatos incluídos na "lista suja" da AMB foram eleitos no 2º turno
colaboração para a Folha Online
Políticos eleitos em oito das 30 cidades onde houve segundo turno das eleições municipais no último domingo (26) fazem parte da chamada "lista suja" da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). Divulgada quase três meses antes do primeiro turno, a lista foi criticada por políticos e causou polêmicas entre juristas do país.
Em julho, a AMB decidiu divulgar uma lista com os nomes dos candidatos de 163 cidades com mais de 100 mil eleitores que respondem a processos na Justiça. Depois a AMB divulgou outras duas listas: uma com candidatos de municípios com mais de 200 mil eleitores e outra de candidatos que respondem a processos em 79 cidades que têm de 100 mil a 200 mil eleitores.
O STF (Supremo Tribunal Federal), por sua vez, decidiu que os candidatos que não fossem condenados em última instância podiam concorrer nas eleições.
Dentre os eleitos que integram a lista da entidade, três foram eleitos nas capitais e outros cinco nas cidades com mais de 200 mil eleitores.
Nas capitais, os "fichados" pela AMB eleitos foram Duciomar Gomes (PTB), em Belém (PA); Dário Berger (PMDB), em Florianópolis (SC); e Gilberto Kassab (DEM), em São Paulo.
Já nas cidades grandes, constam na lista os eleitos Oswaldo Dias (PT), de Mauá (SP); Rosinha Garotinho (PMDB), de Campos (RJ); Tadeu (PMDB), de Montes Claros (MG); Veneziano (PMDB), de Campina Grande (PB); e Antonio Belinati (PP), de Londrina (PR).
De acordo com informações da AMB, juntos, os candidatos têm 16 processos aguardando julgamento. Já no primeiro turno, foram eleitos 33 políticos que integram a lista, sendo dois vice-prefeitos.
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Vejam bem, esse número representa muitas vezes mais de pessoas que comungam com o projeto e que não puderam assinar para maior representatividade; mesmo assim, não há respeito nenhum dos legisladores para com o clamor popular, pois alguns ou muitos já se manifestaram de que irão apresentar emendas, alterando a redação para que o ficha-suja possa participar como candidato, incrível isso, não?
Se a vontade popular é a de que não possa vir a ser candidato, por qual motivo será que esses parlamentares simplesmente não a acatam?
Não dá para escrever o que pensamos a respeito, pelo simples motivo de correr o risco de não ser publicado, mas creio que é de conhecimento público.
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