PMDB articula candidatura própria para 2010 e acena para filiação de Aécio
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Embalados pelo resultado favorável ao partido nas eleições municipais deste ano, líderes do PMDB defenderam nesta terça-feira o lançamento de candidatura própria da legenda à presidência da República em 2010. O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), disse que o partido viverá um "constrangimento" caso não faça a opção pela candidatura própria.
| Danilo Verpa/Folha Imagem |
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| O tucano Aecio Neves pode ser cortejado pelo PMDB para eleições presidenciais |
"É até constrangedor um partido do tamanho do PMDB esperar para ver quem vai ganhar. O PMDB nunca faltou com seu apoio ao Brasil", afirmou.
Raupp cobrou que o PMDB comece a "nacionalizar" um nome da legenda para ingressar na disputa pelo Palácio do Planalto. "Deveríamos aproveitar o momento para preparar um nome nacional. Toda vez que se avizinha eleição presidencial, ficam três ou quatro na disputa. Eu acho que tinha que preparar agora um único nome nacional", afirmou.
Raupp não descarta que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), migre para o PMDB caso os tucanos escolham o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), como candidato do partido à presidência da República. "Só não precisamos dessa nacionalização do candidato se o Aécio se filiar ao PMDB", disse Raupp.
O líder considerou "comodismo" do partido esperar a escolha de nomes de outras legenda para a composição de chapas em 2010, sem que o PMDB lance o seu próprio candidato.
Em entrevista ao blog do Josias, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), disse que o resultado do partido nas urnas justifica a ambição de lançar candidato à presidência. A legenda foi campeã no número de prefeituras conquistadas, com 1.201 vitórias. Apesar de admitir o "esforço" da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) em fortalecer sua pré-candidatura, o deputado acredita que a única "candidatura natural" seja a do deputado Ciro Gomes (PSB-CE).
Segundo o blog, com a escassez de nomes fortes para assumir a cadeira de Lula, o líder do PMDB crê que seja "inevitável" sua legenda começar a se mobilizar por um nome próprio. "Até para que o PMDB vá à mesa de negociação de 2010 numa posição mais forte."
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Casamento não, no entanto, muitos casais não permanecem por tanto tempo um ao lado do outro como eles, pois, onde Lula está, lá se encontra Dilma, quer em Brasília, quer no Brasil ou em qualquer local do planeta.
Um fato curioso e que não dá para entender, é o de que, se Lula realmente tem essa popularidade toda, anunciada constantemente, sua candidata também deveria acompanhá-lo, mesmo que à distância, no entanto, apesar de sua constante permanência na mídia, não ultrapassa os mesmos índices de pesquisas anteriores, não é interessante?
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