Brasil
29/10/2008 - 08h37

PMDB anuncia candidato contra sua aliada Yeda no RS

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GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre

Diferentemente de José Serra (PSDB), que foi fortalecido pela vitória de Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo, a governadora tucana do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, terminou a eleição municipal ainda mais fragilizada em relação ao seu maior aliado, o PMDB do prefeito reeleito de Porto Alegre, José Fogaça.

Principal integrante de sua base na Assembléia (10 dos 55 deputados) e ocupante de quinhões estratégicos no governo da tucana, o PMDB já diz abertamente que terá candidato próprio ao governo em 2010. Anteontem, um dia depois de ser reeleito, Fogaça lançou o ex-governador Germano Rigotto (2003-2006) para o posto ocupado por Yeda.

"Se ele lançou o Rigotto, eu lanço a governadora, que será candidata à reeleição. Não seria justo que depois de dois anos de ajustes fiscais nós não a lançássemos, o importante agora é que a base seja mantida", disse ontem José Alberto Wenzel (PSDB), chefe da Casa Civil.

Yeda comanda um governo que entrou em crise após sucessivos escândalos de corrupção --entre eles, uma fraude de R$ 44 milhões no Detran --e de problemas políticos que a obrigaram a fazer várias trocas no primeiro escalão. Foram 22 desde que assumiu, média de uma por mês.

O reflexo dos problemas políticos do governo tomou forma de um desempenho ruim do PSDB nas urnas: elegeu o mesmo número de municípios de 2004 (19), mas o número de votos nos tucanos encolheu 37%.

O desempenho dos peemedebistas é contrastante: o partido foi o mais votado do primeiro turno, 1,7 milhão de votos (280 mil a mais que em 2004), conquistou 144 prefeituras, entre elas colégios eleitorais importantes, como Caxias do Sul e Santa Maria.

Vitaminado pelo eleitor, o PMDB concilia os discursos de candidatura própria com o flerte com uma aliança com o PT. Rigotto e o ministro petista Tarso Genro (Justiça) já discutiram a possibilidade de uma aliança, inédita na política gaúcha, caso os dois partidos estejam juntos no plano nacional em 2010, como quer Lula.

Apesar de ter como certo um futuro longe de Yeda, o PMDB gaúcho vive o presente. Ontem, em almoço com Wenzel, os deputados peemedebistas apresentaram, junto com uma avaliação dos números da eleição, uma lista com pedidos de oito cargos de direção em estatais.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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