Brasil
29/10/2008 - 15h42

Lacerda e Pimentel conversam com Lula, mas ministros mineiros evitam reunião

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O racha interno no PT em decorrência da campanha em favor do prefeito eleito de Belo Horizonte (MG), Márcio Lacerda (PSB), não foi superado, o que ficou evidente nesta quarta-feira em Brasília. Lacerda e o atual prefeito da capital mineira, Fernando Pimentel (PT), conversaram hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por cerca de vinte minutos, mas sem as presenças de ministros mineiros nem do vice-presidente José Alencar (PRB).

Sergio Lima/Folha Imagem
Vice-presidente José Alencar e ministros mineiros não participaram do encontro entre Lula, Marcio Lacerda (e) e Fernando Pimentel (d)
Vice-presidente José Alencar e ministros mineiros não participaram do encontro entre Lula, Marcio Lacerda (e) e Fernando Pimentel (d)

A campanha de Lacerda levou a uma divisão interna no PT. O grupo liderado por Pimentel defendeu a aliança com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), em favor do prefeito eleito. Mas setores do PT, contrários à parceria, afirmavam que a decisão favoreceria o nome de Aécio na disputa presidencial em 2010.

Na reunião realizada hoje, no Palácio do Planalto, Alencar foi até o gabinete de Lula, cumprimentou Pimentel e Lacerda, mas não ficou para a conversa. De acordo com um dos presentes, Alencar alegou que tinha de cumprir uma agenda pesada de compromissos.

Já os ministros Luiz Dulci (Secretaria Geral), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Hélio Costa (Comunicação) não compareceram ao encontro. Também não enviaram mensagens nem telefonaram.

Dulci e Patrus foram contrários à aliança do PT com o PSDB. Dulci foi um dos críticos mais duros à parceria. Costa rejeitou o acordo político e lançou de forma independente o nome do deputado Leonardo Quintão (PMDB) para concorrer com Lacerda. O desconforto dos ministros obrigou o presidente Lula a intervir no assunto e pedir que evitassem atritos externos.

O PRB, partido do vice-presidente, apoiou Quintão no segundo turno das eleições municipais.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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