Brasil
29/10/2008 - 18h43

Comissão de desaparecidos políticos diz que União se alinha a torturadores da ditadura

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da Folha Online

Em nota divulgada hoje, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos diz que a União, por meio da AGU (Advocacia Geral da União) se alinhou aos torturadores da ditadura militar. "A União, convidada a alinhar-se com o Ministério Público, preferiu assumir postura que beneficia os torturadores", diz a nota da comissão.

A nota é uma crítica ao parecer da AGU, que considera que estão perdoados, pela Lei da Anistia (1979), os crimes de tortura cometidos durante o regime militar (1964-1985). O parecer da AGU está anexado ao processo aberto na Justiça de São Paulo, a pedido do Ministério Público, que pede a responsabilização dos militares reformados Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel por desaparecimento, morte e tortura de 64 pessoas. Eles comandaram o DOI-Codi, em São Paulo, na década de 1970.

Na nota, a comissão diz que a AGU foi além e de "uma só penada, aceitou sem questionamento a alegada inexistência de arquivos da repressão e a legalidade de sua destruição, com base em mero decreto da época da ditadura, afrontando, assim, decisão judicial transitada em julgado que exige essa exibição".

"Ao agir assim, procurou isentar aqueles que foram chefes do mais famoso centro de torturas do país de devolver à União as indenizações pagas às famílias dos que ali foram mortos sob tortura", diz a nota.

Procurada pela reportagem, a AGU informou que vai se manifestar em nota sobre as críticas da comissão.

A AGU entende que, como a Lei de Anistia é anterior à Constituição, os efeitos do artigo constitucional que veda anistia a torturadores não valeria para crimes cometidos no período.

A polêmica em torno da criminalização da tortura veio à tona depois dos ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) passarem a defender a punição dessa prática.

Tarso criticou o parecer da AGU. Vannuchi ameaçou se demitir caso a AGU mantenha a defesa de Ustra. "A decisão contraria toda a jurisprudência internacional, todos os juristas sérios que tratam do assunto e os princípios fundamentais de defesa dos direitos humanos que estão incorporados na Constituição", disse Tarso na semana passada.

AGU

AGU contestou na 8ª Vara Federal de São Paulo a ação proposta pelo MPF (Ministério Público Federal) contra a União e coronéis da reserva. A AGU defende apenas a União na ação, enquanto a defesa dos militares foi elaborada por advogados particulares.

Além de pedir a condenação dos militares por tortura, o MPF requer a abertura de todos os arquivos do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI/CODI) do 2º Exército e a condenação da União por omissão em buscar o ressarcimento pelo pagamento de indenização aos anistiados.

Na contestação, elaborada pela PRU (Procuradoria Regional da União da 3ª Região), a AGU diz que a Lei de Anistia "traz um clima de reconciliação e paz nacional". Também afirma que não será possível atender ao pedido do MPF porque de acordo com o Ministério da Defesa houve destruição de documentos.

Com Folha de S.Paulo

Comentários dos leitores
claudia pessoa (38) 20/10/2009 06h53
claudia pessoa (38) 20/10/2009 06h53
ESSE É O CARA!!!!!
HAHAHAHAHAHA.....
sem opinião
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Alcides Emanuelli (1781) 20/10/2009 00h20
Alcides Emanuelli (1781) 20/10/2009 00h20
Esse procurador deve estar sofrendo de algum tipo de disturgio das mãos, se for tirar algo tipo um raio X do nosso Presidente vai aparecer as mãos do procurador gravadas no corpo de nosso Presidente.
Bem SR. Procurador o seu papel é julgar a corrupção e a aposentadia de quem já ganha muito em outras aposentadorias mais o dinheiro da Presidencia vitalicia do PT, não tem necessidade disso.
Vou lhe contar uma triste histórinha, minha mãe se aposentou com tres salarios minimos a mais ou menos 22 anos atras hoje ela ganha 695,00, veja bem Sr. Procurador, ela pagou para se aposentar e o dinheiro dela e de outros aposentados que estão precisando com mais de 80 anos é transferido para ganha um monte de aposentarias, são aposentarias e premios por todos os lados.
Dizem que o filho do Presidente comprou uma fazenda chamada de fortaleza por 50 milhões, eles ganhava 1.500,00 reais por mes e conseguiu com suas economias comprar essa fazenda.
Será que o Pai dele não ajudou com as economias das aposentadorias.
Com tudo isso sinto vergonha de ser brasileiro, ou se não tenho vergonha de ser brasileiro tenho nojo de ter pessoas desse tipo como o Sr. Procurar vivendo com o meu dinheiro.
É dificil aceitar isso tudo assim, ainda por cima temos a violência que o Sr. não faz nada e nosso Presidente assiste a tudo a 7 anos, deixando chegar aos limites da destruição social.
sem opinião
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Carlos José dos Santos (467) 19/10/2009 19h53
Carlos José dos Santos (467) 19/10/2009 19h53
"Procurador diz que aposentadoria de anistiado concedida a Lula é legal"
Claro que é. Ilegal e criminoso é o benefício dos aposentados que foi lesado pelo FHC e confirmado pelo novo Governo.
2 opiniões
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