Brasil
30/10/2008 - 08h38

Luz para Todos não cumpre a meta de 2 milhões de famílias

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da Folha Online

O governo Luiz Inácio Lula da Silva não conseguirá cumprir a meta de 2 milhões de famílias atendidas pelo Luz para Todos até o final do ano, informa nesta quinta-feira reportagem de Eduardo Scolese, publicada pela Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo a reportagem, o atendimento de ao menos 200 mil dessas famílias será empurrado para o primeiro quadrimestre de 2009, disse o Ministério de Minas e Energia.

Lançado em 2003 pela então ministra de Minas e Energia Dilma Rousseff, hoje na Casa Civil e principal presidenciável petista para 2010, o programa tinha como meta inicial 2 milhões de ligações até 2008.

Esse número, baseado no Censo 2000, foi ampliado no ano passado, saltando para quase 3,2 milhões de ligações. A meta inicial permaneceu para 2008, e o restante 1,17 milhão ficou para o final de 2010.

A Folha informa que, para atingir a meta de 2 milhões neste ano de eleições, a idéia do governo era atender ao menos 585 mil famílias. O plano fracassou. Até a semana passada, apenas 308,2 mil haviam deixado a exclusão elétrica, totalizando a marca de 1,74 milhão desde a sua implantação.

Outro lado

Diretor do programa Luz para Todos, Hélio Morito disse que, apesar de não ter sido atingida, a meta de atender 2 milhões de famílias até o final deste ano foi "extremamente ousada".

"Para nós que estávamos construindo o programa na época [em 2003], a estimativa era que o número de 2 milhões [de famílias] seria factível até 2010, e não 2008. Então, foi uma meta [até 2008] extremamente ousada", afirmou Morito.

Segundo ele, 2008 foi um ano complicado para o programa por conta da demanda alta diante de alguns entraves, como a falta de mão-de-obra especializada e a desmobilização de empresas do setor.

"A indústria que antigamente entregava os equipamentos e materiais com 30 dias hoje demora 90 dias, mais ou menos, para entregar esse mesmo material, porque a demanda cresceu demais", disse Morito. "Eu não sei se existe interesse da indústria nacional de ampliar a sua indústria para uma coisa que tem tempo para acabar."

Leia mais na Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.

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