PT analisa resultado das urnas em meio à disputa por presidência do partido
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Após uma semana e meia do fim das eleições municipais, o Diretório Nacional do PT se reúne em Brasília, nos dias 7 e 8, para analisar os resultados das urnas. A Folha Online apurou que serão evitados temas espinhosos, como as derrotas em São Paulo e Porto Alegre e a exposição de feridas abertas no processo eleitoral. As discussões deverão ser acirradas com a disputa interna pela sucessão à presidência da legenda.
No final de 2009, os petistas escolherão o novo comando nacional do partido. Por enquanto três nomes são cogitados para disputar a presidência da legenda: o chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, que representa a maior corrente interna que é a Construindo um Novo Brasil; Valter Pomar, da linha Articulação de Esquerda, e Jilmar Tatio, da ala Lutas e Massas.
De acordo com petistas, a tendência é que todas as correntes internas do partido lancem candidatos para a disputa. Em dezembro de 2007, Pomar e Tatto concorreram e perderam a eleição para Ricardo Berzoini (SP). Na ocasião, havia 918 mil filiados aptos para a votação, que foi realizada em dois turnos.
O sucessor de Berzoini será o responsável pela condução da campanha presidencial-- a primeira em que Lula não disputará a votação em nome do PT. O desafio aumenta ainda mais com a determinação do partido em ampliar o número de governadores, senadores e deputados federais e estaduais em todo país.
Sem mea culpa
A exemplo dos demais partidos, o PT interpretou os resultados das eleições municipais como sinalização para a definição de estratégias para 2010. Por essa razão, os petistas evitarão expor os erros cometidos nas campanhas deste ano. A idéia é ressaltar os acertos, minimizar as falhas e curar as feridas, segundo interlocutores do comando do partido.
Exatamente como o realizado na reunião da Executiva Nacional do PT, na última segunda-feira (27), serão apreciados percentuais relativos ao resultado eleitoral por meio de um mapeamento dos dados.
O objetivo é ressaltar o aumento de 35% do número de petistas ocupando prefeituras, das quais 40% têm mais de 150 mil habitantes e ainda a elevação em 13% da quantidade de vereadores eleitos. Também será destacado o fato de o PT ter sido o partido que mais reelegeu prefeitos no país.
Derrotas expressivas, como as Prefeituras de São Paulo, em que Marta Suplicy foi vencida por Gilberto Kassab (DEM), Porto Alegre (RS) --onde Maria do Rosário foi derrotada por José Fogaça (PMDB)-- e Salvador (BA) --onde Walter Pinheiro perdeu para João Henrique (PMDB)-- serão justificadas individualmente.
A Folha Online apurou que, mais vez, os petistas deverão afirmar que nos três lugares a principal razão que levou à derrota foi o denominado fator reeleição. No entanto, o caso de São Paulo será tratado como a questão da polarização de forças, tendo de um lado PSDB e DEM, contra o PT, apontado como centro-esquerda.
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Além disso, a questão não é o aumento em si da carga tributária, que o senhor supõe que eu desconheça, devido exclusivamente à sua arrogância. A questão é que se as taxas ainda estão sendo praticadas e aumentadas, como beneficiaram apenas o período 1994 a 2002? Parece-me ilógico.
Por outro lado, o senhor pode notar que em nenhuma de minhas manifestações constam ironias ou outras formas desrespeitosas. Acredito que independentemente das nossas posições, do nosso conhecimento ou da nossa ignorância, todos temos direito a uma opinião, seja pertinente ou não, e o que deve prevalecer aqui é o respeito e a cordialidade. O senhor poderia colocar seus argumentos sem desqualificar a mim ou a outros neste fórum, no entanto.........Desqualificar não indica conhecimento e sim intolerância a outra opinião.
Por fim, é no mínimo estranho que, apesar de o senhor me considerar um desinformado, mesmo assim dedicou dois comentários sobre o meu manifesto endereçado a outro participante.
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