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Brasil
02/11/2008 - 08h35

Criador de "Kassabão" já pensa em bonecos de Serra e Afif para 2010

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ANA FLOR
da Folha de S.Paulo

Não é só nos bastidores políticos que as eleições de 2010 já são delineadas. O criador do "Kassabão", boneco gigante que ajudou na campanha vitoriosa à reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), diz já ter pedidos para criar, em 2010, bonecos gigantes do atual governador José Serra (PSDB) e do secretário estadual Guilherme Afif Domingos (DEM).

23.out.2008/Folha Imagem
O boneco inflável que foi um dos sucessos da campanha do prefeito reeleito Kassab
O boneco inflável que foi um dos sucessos da campanha do prefeito reeleito Kassab

Ricardo Nazário, que desenvolve produtos de marketing político, o "pai" do "Kassabão", diz que seu produto fez tanto sucesso que ele já tem encomendados novos bonecos para os prováveis candidatos tucanos e democratas das próximas eleições.

Neste ano, além do "Kassabão", o empresário criou outros 11 bonecos para candidatos e padrinhos políticos --como um do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feito para a campanha de Serafim Corrêa, em Manaus.

"Não fiz bonecos para candidatos do PT, mas 'Lulões', sim", diz ele, traduzindo em negócios o descolamento do presidente da República de seu partido nas eleições.

Além de São Paulo, seus gigantes cheios de ar foram usados em outra capital, Manaus, e em cidades do interior de São Paulo, como Campinas, Ilhabela e Araras.

Restrições

A idéia surgiu porque a Lei Eleitoral passou a proibir banners e brindes como bonés --material que Nazário fazia-- e ele precisava modificar os produtos que oferecia para campanhas, seu principal ganha-pão.

Em uma visita a uma feira de marketing, viu um urso polar gigante fabricado por uma empresa que confeccionava mascotes e pensou em criar réplicas gigantes de políticos. Como modelo, encomendou um Jânio Quadros. Chegar a um boneco semelhante ao candidato foi responsabilidade da empresa de Luis Spalda Alves, que nunca havia trabalhado com produtos de marketing político.

Na campanha de Kassab, a entrada do "Kassabão" não foi fácil, relata Nazário. Ele sugeriu uma imitação não do próprio Kassab, mas do "Kassabinho", o bonequinho criado pelo marqueteiro Luiz González para o programa eleitoral de TV e material de divulgação.

"O marqueteiro não gostou, achou que poderia não ficar bem. Mas até o prefeito adorou o boneco, quando o viu", conta ele.

Comentários dos leitores
Edgar Silva (46) 23/12/2009 17h19
Edgar Silva (46) 23/12/2009 17h19
Até que o Ciro Gomes está bem mais barato que o Sarney. Será que só 01 ano de ministério será suficiente. Acredito que deve ter algo mais por fora , digamos assim não contabilizado. sem opinião
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O presidente Lula, sua candidata Dilma Rousseff, e o governador Sérgio Cabral, que vai disputar a reeleição, participaram ontem da inauguração de apartamentos no Morro do Alemão e em Manguinhos. Fizeram campanha eleitoral aberta, clara, rasgada e ilegal. Para essa gente a lei deixou de ser uma referência. Ao contrário: quando alguém se lembra de cumpri-la, certos setores são tomados de verdadeira indignação cívica. Quando políticos usam recursos públicos, como o grupo fez ontem, em benefício de seu partido ou das próprias candidaturas, estão, de modo indireto, metendo dinheiro na meia, na cueca, na bolsa de couro como os mensalerios de Arruda. Trata-se de apropriação de recursos públicos. E a lei coíbe tal prática. Pior: os discursos de Lula e Dilma foram um primor de autoritarismo e de desprezo pela democracia. Os governadores de Estado cassados pelo TSE por "abuso do poder econômico" eram aprendizes de feiticeiro perto do que se viu em Manguinhos e no Morro do Alemão. Alguns setores da imprensa dizem que errado está o governador José Serra, que se nega a entrar nessa lama legal para a qual Lula insiste em arrastá-lo. Não tem de entrar mesmo. É claro que o país e a democracia precisam de uma oposição competitiva. Mas precisa também de uma oposição que respeite a lei, já que o governo não a respeita. Parte da imprensa em vez de censurar o desmando, cobra de Serra que faça o mesmo. Porque fazer o errado, o ilegal, passou a ser visto como sinal de esperteza. 2 opiniões
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Cassio Tavares (810) 23/12/2009 16h40
Cassio Tavares (810) 23/12/2009 16h40
Cezar Marcelo, o que o governo quer mostrar e vai mostrar em sua propaganda não é a diferença entre bons e maus e entre ricos e pobres. É a diferença entre os que fizeram muito para recuperar o pais da quebradeira, daqueles que não fizeram nada, a não ser sair mundo a fora passando o chapéu nos organismos internacionais para o Brasil não ir à lona, bater com a cara no chão. 1 - A inflação estava em 11,9% e agora em 4,5%.
2 - A dívida pública mobiliária era de 57,6% e agora de 44,1% . Em numeros : essa é dívida era pelo percentual acima de 1,927 trilhões e hoje ela está em 1,475 trilhoes ( último dado publicado ). Só aí Sr. Valias foi uma economia, na boa matemática de R$ 452.000.000.000 00.
3 - A Taxa Selic foi entregue em Dez. de 2.002 em
25,2% ao ano ( em Setembro de 1.999 ela foi a 44,8% ). Hoje ela está em 8,75%.
4 - Dívida externa. Essa aí dá vontade de chorar.
O governo brasileiro devia 223 bilhões de dólares e tinha 18 bilhões em caixa ( dinheiro emprestado pelo FMI ). Para o Brasil não ir a lona os ministros da fazenda passavam o chapéu nos bancos internacionais, e o FMI vinha aqui todo mes dar as suas ORDENS. Que tristeza.
Hoje temos 240 bilhões em caixa e uma dívida externa de 203 bilhões de dólares ou seja, sobra dolares e por isso emprestamos 10 bilhões ao FMI ( aquele que nos dava ordens ). A diferença está ai para quem quizer ver, o que era o Brasil quando para os estrangeiros a capital do país era Buenos Aires e hoje. Pergunte aos estrangeiros.
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