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Brasil
02/11/2008 - 09h08

Vitória de Paes fortalece grupo de Cabral para 2010

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RAPHAEL GOMIDE
da Folha de S.Paulo, no Rio

Vencedor da eleição para a Prefeitura do Rio, o grupo político do governador Sérgio Cabral (PMDB) vai acumular nas mãos as máquinas estadual e municipal, fato inédito havia 18 anos, desde o PDT de Leonel Brizola e Marcello Alencar.

Os orçamentos somam quase R$ 60 bilhões. E o grupo ainda vai dispor de cerca de 10 mil postos de livre nomeação no Estado e 1.500 na prefeitura.

Tantos cargos, somados à vitória na capital com Eduardo Paes, podem fortalecer a hegemonia que o governador constrói de olho em 2010, atraindo variadas forças políticas do Rio.

Hoje, PT, PSB, PC do B, PP e PTB são aliados de Cabral. E o segundo turno ainda o aproximou do PRB e de parte do PDT.

"Acho que em 2010 o PT e o PMDB estarão unidos em torno do presidente Lula e de uma candidatura que una os dois partidos: a Presidência e a Vice-presidência da República", disse Cabral na quarta, após reunião com Paes e Lula.

A citação à vaga de vice não é gratuita. Pode ser seu destino, caso a eleição do candidato apoiado por Lula seja uma "barbada", ou o nome contar com seu apoio, caso não queira arriscar uma possível reeleição ao governo do Estado.

Outra área de influência que gostaria de ter é a Petrobras, motivo do rompimento de Anthony Garotinho com Lula no primeiro mandato do presidente. O ex-governador do Rio queria o controle da empresa para apoiar o governo petista.

Cabral já marcou uma reunião com os 92 prefeitos eleitos do Estado. Com exceção da capital, perdeu em quase todos os municípios populosos, o que o obrigará a abrir o caixa em troca de apoio político. Nos dois primeiros anos de governo, Cabral priorizou investimentos na capital, para ofuscar o prefeito Cesar Maia, e ignorou os prefeitos do interior, porque sabia que boa parte deles não estaria no poder após 2009.

Agora, com os cofres da administração mais cheios, um de seus objetivos é garantir o apoio dos municípios para a eleição estadual e para as duas vagas do Senado, além de apresentar um forte capital político na disputa presidencial.

Contra Garotinho

E ele ainda quer assumir todo o comando do PMDB estadual, neutralizando a influência de Garotinho sobre uma parte da sigla. No entanto, ensaia uma aproximação com a mulher dele, Rosinha Garotinho, ex-governadora do Estado e prefeita eleita de Campos. Cabral a convidou para um almoço, no dia 14, no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador, antes moradia dela.

Rosinha pensa pragmaticamente que pode se beneficiar de uma melhor relação com Cabral e Lula. Quem faz a intermediação é o vice-governador Luiz Fernando Pezão, antigo aliado dos Garotinho e hoje braço direito do governador e próximo da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

Garotinho gostaria de ser senador, mas Pezão e o presidente da Assembléia, Jorge Picciani, são nomes que podem contar com o apoio do governador.

Comentários dos leitores
Antonio Clarel (140) 20/12/2009 12h11
Antonio Clarel (140) 20/12/2009 12h11
Sem ofensas Dna. Marina!
Se pensar que ser seringalista do Acre já serve para ser PR, sinto muito, mas isso não lhe habilita.
É o famoso ditado, basta TER OLHO PRA QUERER SER REI EM TERRA DE CEGO....fala sério!
sem opinião
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Joel Saraiva (148) 20/12/2009 11h39
Joel Saraiva (148) 20/12/2009 11h39
No que concerne ao avanço da Ministra Dilma Rousseff nas pesquisas eleitorais, sem dúvida alguma, trata-se do reflexo obtido com a popularidade de Lula. Mesmo não acreditando em transferência de voto, é lógico e normal, ela subir, pois integra a equipe do atual govêrno, e vai de "carona". Contudo, José Serra, solidado como está, dificilmente descerá mais pontos em pesquisas. Seu trabalho no comando do Govêrno de São Paulo, o credencia para ser o próximo Presidente da República. O Norte e Nordeste, por mais que se apresentem, não serão o elo da balança eleitoral, e sim, o Sul e Sudeste, como sempre. Aí é que está o problema para Lula e PT, os políticos radicalizados nessas regiões, jamais apoiariam Dilma. Devemos lembrar que, Lula e Dilma, já estão em campanha, há muito tempo, enquanto que José Serra, nem se apresentou. Faltam as convenções partidárias, para as indicações dos vices e candidatos à presidentes. Os "ensaios" obtidos por Dilma, são "fogo de palha" no cenário político. Ela terá que "aprender" muito ainda, para tentar governar uma Nação. Não sou a favor nem contra Serra, porém, no momento, é a pessoa mais bem preparada, para dar continuidade para a construção de um Brasil grande. Deixo claro que sou peterbista, e não estou em "cima do muro", tenho minha preferência delineada, já formada. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia e Presidente do PTB-Jaraguá, São Paulo/SP 5 opiniões
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Aldevino De Zan (30) 20/12/2009 11h14
Aldevino De Zan (30) 20/12/2009 11h14
A única alternativa que temos para uma renovação, é a Marina Silva. Eleger a mulher presidente e depois torcer para que não faça o jogo dos grandes, como aconteceu com Lula, que dá todo o dinheiro do BNDS, do contribuinte aos Grandes, Vende o Brasil aos Grandes, Dá lucros nunca antes vistos aos Grandes Bancos nacionais e internacionais, Dá muitos bilhões de lucros aos especuladores internacionas, com a desvalorização do dólar. Mas pra compensar ele dá a cachacinha aos pobres.
Vamos todos MARINAR
13 opiniões
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