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Brasil
03/11/2008 - 17h01

Ministro do STF pede informações ao Planalto e ao Congresso sobre Lei da Anistia

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da Folha Online

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Eros Grau pediu informações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Congresso Nacional sobre a Lei de Anistia. Ele é relator da ação que questiona no STF a anistia de policiais e militares que praticaram supostos atos de tortura durante o regime militar.

O pedido foi tomado na ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) protocolado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no STF. A ação contesta a validade do primeiro artigo da Lei da Anistia (6.683/79) que considera como conexos e igualmente perdoados os crimes "de qualquer natureza" relacionados aos crimes políticos ou praticados por motivação política no período de 2 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979.

De acordo com o STF, o presidente e o Congresso devem se manifestar em cinco dias. Na seqüência, o processo deve seguir para a Procuradoria Geral da República, que tem o mesmo prazo para emitir parecer.

Só depois disso é que a ADPF volta à análise do ministro relator para elaboração de relatório e voto sobre o caso.

Responsabilização

O presidente Lula conversa nesta segunda-feira com o advogado-geral da União, José Antônio Toffoli, sobre a controvérsia envolvendo a responsabilização do crimes de tortura da época da ditadura. A AGU (Advocacia Geral da União) tem uma posição oposta à defendida pelo Ministério da Justiça e à Secretaria Especial de Direitos Humanos.

O Ministério da Justiça e a Secretaria Especial de Direitos Humanos defendem a retomada do debate para permitir a responsabilização dos crimes de tortura.

Interlocutores de Toffoli admitem que ele pode rever a orientação que levaria ao fim do debate sobre o assunto. No parecer emitido pela a AGU são considerados perdoados pela Lei da Anistia os crimes de tortura cometidos durante o regime militar.

O parecer da AGU foi anexado ao processo aberto em São Paulo a pedido do Ministério Público Federal, que pede a responsabilização dos militares reformados Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel, comandantes do DOI-Codi nos anos 70, por morte, tortura e desaparecimento de 64 pessoas. A posição da AGU criou uma crise no governo.

Comentários dos leitores
Do que será que que todos da situação tem medo, e só se aproximar ano eleitoral que começam as perseguições contra o Dep. Paulo Maluf,estão dando muito na cara.Será que não está acontecendo nada de mais sério nesses País.A corrupção descambou,a violência está em patamares absurdos,o transito está matando mais que a guerra Iraque,e ficam querendo se promover em cima do Dep. Paulo Maluf,tá parecendo coisa encomendada. sem opinião
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Airton Kraismann (90) 03/12/2009 11h29
Airton Kraismann (90) 03/12/2009 11h29
Esse deve ser o milionésimo processo que essa figurinha tem nas costas, aliás se formos ver a ficha criminal dele com os processos, o tamanho dela deve dar uns 10km no mínimo, e até agora não aconteceu absolutamente nada, essa é a justiça brasileira, uma vergonha. sem opinião
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Arnaldo José (1) 03/12/2009 10h09
Arnaldo José (1) 03/12/2009 10h09
Estou sempre ouvindo denúncias e nada acontece. Vou esperar mais um pouco para ver no que vai dar mais essa. sem opinião
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