CNJ recomenda que juízes não citem nomes de operações da PF para evitar marketing
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) recomendou nesta terça-feira que os juízes evitem a utilização dos nomes das operações deflagradas pela PF (Polícia Federal) em documentos e julgamentos No entanto, a orientação não tem o peso de ordem, mas apenas de conselho e recomendação.
O diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, disse nesta terça-feira que a decisão do CNJ não interferirá no batismo das operações policiais. Corrêa afirmou que "já há o cuidado devido" para escolher os nomes que serão dados às operações. Porém, ele disse não ter sido informado sobre a íntegra da recomendação do CNJ.
Antes de deixar o governo, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos disse que iria escrever um livro dedicado aos nomes das operações da Polícia Federal. Bem-humorado, ele afirmou na época que os nomes eram tão criativos e curiosos que suscitam um livro próprio.
O presidente do CNJ e do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, disse hoje que a recomendação não obrigará a PF a modificar os nomes dados às operações. Mas para ele, é fundamental estabelecer uma espécie de limite. "É preciso encerrar esse capítulo de marketing policial às custas do Judiciário", afirmou Mendes.
Indignado com os nomes das operações, o ministro citou o caso da Operação Têmis --que segundo a mitologia grega era a guardiã dos juramentos dos homens e da lei. A Operação Têms desarticulou uma quadrilha especializada na venda de sentenças judiciais.
Para Mendes, o nome dado à Operação Têmis levou à interpretação equivocada de que todo o Judiciário estaria envolvido no esquema de irregularidades.
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E O MENSALAO DELES ERA O QUE............
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