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Brasil
05/11/2008 - 11h39

Autoridades brasileiras celebram vitória de Obama nos EUA

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Os presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), celebraram nesta quarta-feira a vitória do democrata Barack Obama nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Para Mendes, o presidente eleito terá o desafio de agir rapidamente para conter a crise econômica mundial, enquanto o petista afirmou que Obama representa a "virada de página" na história política dos Estados Unidos.

Jason Reed/Reuters/4.nov.2008
Autoridades brasileiras celebram vitória do democrata Barack Obama nos EUA
Autoridades brasileiras celebram vitória do democrata Barack Obama nos EUA

"O fundamental é que haja um governo em condições de enfrentar essa crise nesse momento difícil para o mundo todo", disse Mendes. "É um momento de grande expectativa, de grandes transformações, pelo simbolismo e agora acrescido pela crise que espera uma liderança forte", afirmou.

Para Mendes, é essencial que haja um líder forte para buscar soluções para o momento de crise econômica que vive o mundo.

"Acho que há uma grande liderança forte. É um momento especial nos Estados Unidos. Eu tenho a impressão de que ele tem políticas bem definidas, campanha é uma coisa, a direção e administração é outra. É fundamental que haja definições especialmente neste momento da economia mundial. Certamente ele já estará fazendo isso", disse o ministro.

Segundo Chinaglia, a vitória de Obama representa a "virada de página" na história política norte-americana.

"Apesar de ser relativamente esperada, é uma vitória que ainda surpreende. O governo atual terá que tomar medidas para frear os impactos da crise. Se acontecer o pior, que é a atual equipe errar, o desafio dele será ainda maior e difícil de prever, mas acredito que ele e sua equipe já estão trabalhando neste sentido. Agora, temos que reconhecer que a vida dele não será fácil", disse o petista.

Chinaglia disse que Obama terá entre suas missões o restabelecimento do diálogo com a comunidade internacional. "Talvez, até por causa da crise financeira, ele terá que tomar medidas já para mudar a relação com a comunidade internacional, para fortalecer laços com a América Latina", afirmou.

 

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