Presidente da OAB diz esperar "decisão histórica" do STF sobre tortura na ditadura
colaboração para a Folha Online
O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, afirmou nesta quarta-feira esperar uma "decisão histórica" do STF (Supremo Tribunal Federal) a respeito da punição aos crimes de tortura cometidos durante o regime militar no Brasil (1964-1985). Britto se reuniu hoje com o ministro Tarso Genro (Justiça), que questiona a anistia dada a policiais e militares que praticaram supostos atos de tortura durante a ditadura.
"Eu não tenho dúvidas de que teremos uma decisão histórica no STF e o Brasil vai poder ficar em paz com a sua história, pois só ficaremos em paz com a nossa história quando o Brasil reconhecer, como tem feito alguns países, que aqui torturador não tem vez", afirmou o presidente da OAB.
O pedido de análise foi tomado na ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) protocolado pela OAB no STF. A ação contesta a validade do primeiro artigo da Lei da Anistia (6.683/79) que considera como conexos e igualmente perdoados os crimes "de qualquer natureza" relacionados aos crimes políticos ou praticados por motivação política no período de 2 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979.
Em nota, a OAB informa ter reforçado, junto ao ministro, a posição da OAB. "Pedimos a ele que o governo reforce essa teoria --de que a tortura não é crime político, não é crime conexo, e sim crime de lesa-humanidade--, inserindo-se assim no contexto internacional, ao qual devemos nos juntar para combater a tortura em todo o mundo", afirma Britto.
Polêmica
A polêmica em torno da responsabilização dos crimes de tortura ganhou mais força com o parecer da AGU (Advocacia Geral da União), que foi anexado ao processo aberto em São Paulo a pedido do MP (Ministério Público). Pelo parecer, a AGU defende que estão perdoados pela Leia de Anistia os crimes de tortura ocorridos no período da ditadura.
No processo, o Ministério Público pede a responsabilização dos militares reformados Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel, comandantes do DOI-Codi nos anos 70, por morte, tortura e desaparecimento de 64 pessoas. A posição da AGU criou uma crise no governo e o ministro já sinalizou que o parecer deve ser revisto.
O debate colocou Tarso e o ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), que são favoráveis à revisão da anistia, em oposição a Nelson Jobim (Defesa) e os militares, contrários à medida.
Leia mais
- Senado quer ouvir Tarso, Vannuchi e Toffoli sobre punição à tortura
- Dirceu diz que é absurdo chamar de terrorista quem lutou contra a ditadura militar
- Garibaldi diz que Lei da Anistia não deve ser revista
- Jobim diz que debate sobre anistia envolve interpretação de acordo político
- Presidente do STF rebate ministros de Lula e diz que terrorismo também é imprescritível
- Ministro do STF pede informações ao Planalto e ao Congresso sobre Lei da Anistia
Livraria
- Folha Explica o Brasil da DITADURA nos anos 60 e 70; leia capítulo
- Livro revela detalhes da participação dos EUA na DITADURA MILITAR no Brasil
- Livro analisa os ciclos de DITADURA e democratização no Brasil e na Argentina
Especial


avalie fechar
*
Como é delicioso constatar a incompetência destes comunas de araque.
Felizmente para a Nação Brasileira foram e continuam incompetentes.
Imaginem que após tanto barulho e dinheiro do povo gasto não conseguiu nenhum resultado e agora quer ajuda.
Militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) e rezando pelo minimanual do terrorista Carlos Marighela, Paulo Vannuchi deve aceitar a anistia como perdão aos erros cometidos por todos nós. Deve deixar de tramar contra a lei e a ordem.
Deve lembrar-se que direitos humanos não são primazia de comunistas criminosos.
Ministro abra os jornais e veja quanta gente morre e é enxovalhada no Brasil por incúria do Estado, esse mesmo Estado que você representa.
Se você não é capaz de entender a verdadeira razão de ser do cargo a que lhe investiram, demita-se.
Deixe de bazófia e vá à busca dos verdadeiros direitos humanos. Há muita coisa a ser feita, igualistarista de araque.
avalie fechar
avalie fechar