Geddel defende que PMDB abra mão da candidatura à presidência do Senado
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) defendeu nesta quarta-feira que o PMDB abra mão da candidatura própria na disputa pela presidência do Senado em favor do PT. Segundo ele, é necessário ter "bom senso" e buscar "equilíbrio" entre os partidos políticos que apóiam o governo federal no Congresso Nacional nas eleições para os comandos da Câmara do Senado.
"Eu defendo o bom senso, um entendimento no Senado que contemple com clareza a tranqüilidade na base de apoio de sustentação do presidente Lula. Vou buscar falar isso internamente no partido", afirmou o ministro, que conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde desta quarta-feira.
Geddel se reuniu por cerca de uma hora com o presidente, que recebeu hoje o prefeito reeleito de Salvador (BA), João Henrique (PMDB), e a primeira-dama da capital baiana, Maria Luiza, no Palácio do Planalto.
Para o ministro, é fundamental que os partidos aliados evitem disputas em nome do equilíbrio e do entendimento. Segundo ele, vai colocar essa posição nas reuniões internas do PMDB.
"A solução seria um equilíbrio, que não parecesse a tentativa de uma postura hegemônica, por mais legitimidade que tenha o PMDB pelo fato de ter a maior bancada nas duas Casas [Câmara e Senado]", disse Geddel.
Disputas
Atualmente, PMDB e PT, apesar de presentes na base aliada de apoio a Lula, travam uma luta pela presidência do Senado. Os petistas insistem na candidatura do senador Tião Viana (PT-AC), enquanto setores do PMDB defendem a candidatura própria representada pelo senador José Sarney (PMDB-AP).
Na Câmara, a divisão na base aliada é menos acentuada. Há um entendimento em favor da candidatura do deputado Michel Temer (PMDB-SP), presidente nacional do PMDB. Porém, o deputado Ciro Nogueira (PP-PI) também se colocou na disputa como alternativa.
Geddel lembrou que, no passado, PMDB e PT firmaram um acordo no qual os dois partidos se apoiariam mutuamente nas disputas pelos comandos da Câmara e Senado. Ele ressaltou também que as duas eleições estão desvinculadas.
"O Partido dos Trabalhadores tomou uma posição bastante salutar que fo de desvincular o acordo que foi firmado na Câmara em favor de um peemedebista, em retribuição ao apoio decisivo que demos para o presidente Chinaglia, então isso repõe exatamente o que foi tratado há dois anos", disse o ministro.
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