PF faz busca e apreensão nas casas de Protógenes; Procuradoria se opôs
da Folha Online
A Polícia Federal cumpriu ontem mandados judiciais de busca e apreensão no apartamento do delegado Protógenes Queiroz, alugado em Brasília, no quarto de hotel que costuma ocupar em São Paulo e no apartamento de seu filho, no Rio, informa nesta quinta-feira reportagem publicada pela Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo a reportagem, as buscas também tiveram como alvo casas de outros policiais federais que atuaram na Operação Satiagraha.
Em julho, a operação levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas e outros executivos do banco Opportunity, além do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.
A Folha informa que os policiais levaram um notebook, o telefone celular e um rádio usados por Protógenes, e o quarto do hotel foi revirado pelos policiais, que disseram buscar evidências de vazamento da Satiagraha.
Em nota oficial divulgada ontem, a PF afirma que cumpriu "em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de São Paulo no interesse das investigações sobre o vazamento de dados sigilosos da Operação Satiagraha".
Segundo a PF, a investigação sobre vazamentos é presidida "por autoridades da corregedoria geral" da PF, ligada à direção geral do órgão, em Brasília.
Procuradoria
Outra reportagem publicada hoje pela Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL) informa que o Ministério Público Federal de São Paulo discordou da Polícia Federal e refutou todos os pedidos de busca e apreensão contra agentes federais que atuaram na Satiagraha.
Segundo a reportagem, para tentar encontrar indícios de eventual vazamento, a PF pediu ao juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Federal, a busca e apreensão em diferentes endereços do delegado Protógenes, que encabeçou a operação até ser afastado pela chefia da PF, e de policiais ligados a ele.
O procurador da República Roberto Dassié se manifestou de forma contrária aos pedidos da PF --além do vazamento de informações, o procurador investiga o motivo que levou a cúpula da PF a afastar Protógenes.
A Folha apurou que há um entendimento de que a PF agiu com parcialidade na investigação. Pediu a quebra do sigilo dos agentes federais, mas se negou a apresentar dados solicitados pela Procuradoria.
Leia a reportagem completa na edição da Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.
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