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Brasil
06/11/2008 - 09h00

PF faz busca e apreensão nas casas de Protógenes; Procuradoria se opôs

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da Folha Online

A Polícia Federal cumpriu ontem mandados judiciais de busca e apreensão no apartamento do delegado Protógenes Queiroz, alugado em Brasília, no quarto de hotel que costuma ocupar em São Paulo e no apartamento de seu filho, no Rio, informa nesta quinta-feira reportagem publicada pela Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

Segundo a reportagem, as buscas também tiveram como alvo casas de outros policiais federais que atuaram na Operação Satiagraha.

Em julho, a operação levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas e outros executivos do banco Opportunity, além do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.

A Folha informa que os policiais levaram um notebook, o telefone celular e um rádio usados por Protógenes, e o quarto do hotel foi revirado pelos policiais, que disseram buscar evidências de vazamento da Satiagraha.

Em nota oficial divulgada ontem, a PF afirma que cumpriu "em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de São Paulo no interesse das investigações sobre o vazamento de dados sigilosos da Operação Satiagraha".

Segundo a PF, a investigação sobre vazamentos é presidida "por autoridades da corregedoria geral" da PF, ligada à direção geral do órgão, em Brasília.

Procuradoria

Outra reportagem publicada hoje pela Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL) informa que o Ministério Público Federal de São Paulo discordou da Polícia Federal e refutou todos os pedidos de busca e apreensão contra agentes federais que atuaram na Satiagraha.

Segundo a reportagem, para tentar encontrar indícios de eventual vazamento, a PF pediu ao juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Federal, a busca e apreensão em diferentes endereços do delegado Protógenes, que encabeçou a operação até ser afastado pela chefia da PF, e de policiais ligados a ele.

O procurador da República Roberto Dassié se manifestou de forma contrária aos pedidos da PF --além do vazamento de informações, o procurador investiga o motivo que levou a cúpula da PF a afastar Protógenes.

A Folha apurou que há um entendimento de que a PF agiu com parcialidade na investigação. Pediu a quebra do sigilo dos agentes federais, mas se negou a apresentar dados solicitados pela Procuradoria.

Leia a reportagem completa na edição da Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.

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Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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