Brasil
06/11/2008 - 09h41

País deve olhar para frente, dizem militares

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ANDREZA MATAIS
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Em meio à polêmica sobre a Lei da Anistia, o ministro Nelson Jobim (Defesa) aproveitou ontem evento que contou com a presença dos comandantes das Forças Armadas para mandar um recado velado aos que defendem a punição aos torturadores da ditadura militar.

Jobim disse que um país que deseja ser grande tem de "olhar para frente" e buscar a "coesão" do seu povo. Após o discurso de Jobim, o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, disse que "a Lei da Anistia produziu seus efeitos, precisamos olhar para a frente. Estou de acordo com o ministro".

O tema divide o governo. Os ministros Tarso Genro (Justiça) e Dilma Rousseff (Casa Civil), e o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, consideram a tortura um crime imprescritível. A decisão será do Supremo Tribunal Federal, que analisa ação de inconstitucionalidade da OAB sobre a lei.

Jobim aproveitou o lançamento da Frente Parlamentar da Defesa Nacional para abordar o assunto, citando a presença do deputado José Genoino (PT-SP): "Essa é uma frente multipartidária onde se encontra a esquerda e a direita numa linguagem pouco significativa no Brasil. Uma frente em que se encontra alguém que foi preso pelas Forças Armadas no período militar, como o deputado Genoino, e os que falavam e afirmavam a necessidade daqueles atos".

E completou: "Nós não estamos falando com o passado. Estamos na busca do grande ajuste de contas do Brasil com seu futuro". Ex-preso político, Genoino disse que não irá entrar nessa discussão.

Jobim citou Ulysses Guimarães para reforçar sua posição: "Ulysses dizia que quem pensa pequeno fica pequeno. Precisamos pensar grande e de forma arrogante para nos impormos". Ele disse que na Constituinte, a discussão sobre as Forças Armadas ficou reduzida à sua função porque o debate estava contaminado: "No nosso imaginário, Defesa Nacional estava vinculada à repressão".

Segundo ele, "olhar para o retrovisor" não vai contribuir para incluir o assunto na agenda nacional.

O discurso do ministro agradou aos militares. O comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno, disse que "esses ranços não combinam com o Brasil": "Se olharmos para o retrovisor vai bater. Temos que olhar para a frente".

Jobim disse que a Advocacia Geral da União (cujo parecer foi criticado pelo ministro Tarso Genro) é o órgão competente para se posicionar sobre o tema: "O assunto é da AGU, que tem competência para isso".

Comentários dos leitores
Haremhab Hassan (154) 20/10/2009 05h34
Haremhab Hassan (154) 20/10/2009 05h34
"Exército, a Marinha e a Aeronáutica podem ajudar a apurar os casos de violação aos direitos humanos, ocorridos no país após o golpe militar de 1964, que ainda continuam sem esclarecimentos."...pirou totalmente este cara!Desde quando comunista é um ser humano?Vai sonhando com a colaboração dos militares, lacaio de fidel!Este senil idoso não se toca mesmo, gasta uma fortuna com buscas por desaparecidos que sequer restam ossos e agora essa!Comuna de meia pataca, uma sugestão:imigre para Cuba, seu "paraíso democrático do povo"!Vai logo, pq no Brasil, vc e sua turminha não são de grande valia para nada. sem opinião
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Capitão Capitão (90) 19/10/2009 21h25
Capitão Capitão (90) 19/10/2009 21h25
VANNUCCHI QUER AJUDA DE MILITARES PARA ESCLARECER VIOLAÇÕES DURANTE A DITADURA
*
Como é delicioso constatar a incompetência destes comunas de araque.
Felizmente para a Nação Brasileira foram e continuam incompetentes.
Imaginem que após tanto barulho e dinheiro do povo gasto não conseguiu nenhum resultado e agora quer ajuda.
Militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) e rezando pelo minimanual do terrorista Carlos Marighela, Paulo Vannuchi deve aceitar a anistia como perdão aos erros cometidos por todos nós. Deve deixar de tramar contra a lei e a ordem.
Deve lembrar-se que direitos humanos não são primazia de comunistas criminosos.
Ministro abra os jornais e veja quanta gente morre e é enxovalhada no Brasil por incúria do Estado, esse mesmo Estado que você representa.
Se você não é capaz de entender a verdadeira razão de ser do cargo a que lhe investiram, demita-se.
Deixe de bazófia e vá à busca dos verdadeiros direitos humanos. Há muita coisa a ser feita, igualistarista de araque.
sem opinião
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Luiz Carlos Pasquim (189) 06/10/2009 11h36
Luiz Carlos Pasquim (189) 06/10/2009 11h36
Senhores não vamos radicalizar, volta dos militares, ditadura, NUNCA MAIS. Já pensou eu não podendo descer o "gatambú" em lulla como faço. Esta liberdade não tem preço, porem se deixar, lulla e os aloprados proibem de existir oposição, assim com em Cuba de El-Fidel. 82 opiniões
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