Brasil
06/11/2008 - 19h05

Tarso nega perseguição em investigação a Protógenes Queiroz

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Tarso Genro (Justiça) defendeu nesta quinta-feira o cumprimento dos mandados de busca e apreensão de documentos do delegado Protógenes Queiroz, ex-coordenador da Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Segundo o ministro, as investigações envolvendo o policial são normais e partiram de uma sindicância interna na PF. Tarso negou perseguição ao delegado.

"É [uma] investigação totalmente normal, que partiu de uma sindicância, que vai um juiz, que determina diligências e que não pode ser dita que é perseguição de alguém até porque o corregedor de onde parte a sindicância é um corregedor que tem mandato fixo, vem da administração anterior a do Dr. Paulo Lacerda", afirmou Tarso.

Para o ministro, a suspeita de perseguição contra Protógenes é improcedente. "Então isso é fantasia que tem perseguição, são andamentos normais dentro dos processos legais, ninguém está sendo perseguido. Se o Dr. Protógenes não tiver nada vai ser absolutamente demonstrado isso também", afirmou.

Reportagem da Folha de hoje informa que a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro relativos ao suposto vazamento de informações referentes à Operação Satiagraha.

Recomendação

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprovou uma recomendação em que aconselha os juízes para que evitem a utilização dos nomes que a PF batiza suas operações policiais. Tarso afirmou hoje que a orientação --que não tem peso de ordem-- não mudará a conduta da polícia.

A recomendação do conselho deve ser aplicada a documentos e julgamento como meio de conter influências pelos nomes supostamente tendenciosos das operações. "Para a Polícia Federal não muda nada pois já estava tendo cuidado de colocar nomes que não denunciassem a visão do fim do inquérito", disse Tarso.

Irônico, Tarso afirmou ter sugerido ao diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, para que passe a batizar as operações com os nomes dos santos do dia em que cada ação for deflagrada.

"E não há dificuldade alguma, pois pode-se colocar o nome de operação de 'terça-feira', de operação 'dia tal' ou até colocar o nome do santo do dia. Essa preocupação é correta, o nome da operação não pode denunciar uma conclusão. Então não vai ter nenhum dificuldade. Pedi ao Luiz Fernando que marquem temporalmente, o Santo do Dia é um bom nome", brincou ele.

Comentários dos leitores
odair medeiros (6) 11/11/2009 22h03
odair medeiros (6) 11/11/2009 22h03
Vergonha nacional um criminoso como Daniel Dantas recorrer ao Conselho Nacional de Justiça contra um magistrado! Esse criminoso já bagunçou a vida do delegado Protógenes Queirós. As autoridades se transformam, conforme a vontade de Dantas, em rés! Daqui a alguns meses, o Tarso Genro deixará o Ministério da Justiça, acredito que o Dantas possa substituí-lo, pois só ele está certo, os demais delegado, juiz estão errados! Eta república de banana! sem opinião
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flavio teodoro (3) 11/11/2009 21h55
flavio teodoro (3) 11/11/2009 21h55
meu deus que absurdo, daqui a pouco vamos ter de pagar endenizaçao ao daniel dantas, esse cara nos rouba . ele ja consegui fazer com que o investigador perdesse o emprego, e hagora esta tentando fazer com que o juiz tambem perca seu emprego e todos aqueles que o investigaram pelo que vejo terao o mesmo destino, vejo realmente que seu dinheiro tem muito poder aqui no brasil, ele pode comprar tudo e todos e coitado daquele nao ele nao compra, pois ele o distroi, sem opinião
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Elvis Gimenes (38) 11/11/2009 20h15
Elvis Gimenes (38) 11/11/2009 20h15
O que estes advogados estão fazendo é falta de ética, e eu pergunto: onde está o conselho de ética da OAB??
Quando um advogado atrasa a anuidade ele é prontamente suspenso e até expulso se fizer isto por tres vezes, porém, advogdos como estes que atentam contra a dinignidade da justiça, em flragrant edesrespeito a lei nada acontece. Com a palavra a OAB Federal e a seção Paulista, estamos esperando.
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