Brasil
07/11/2008 - 03h39

PF quebra sigilo telefônico sem autorização da Justiça

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da Folha Online

Ao investigar o vazamento da Operação Satiagraha, a PF quebrou, sem autorização judicial, o sigilo de aparelhos de jornalistas e outras pessoas no dia do início da ação. A revelação é da reportagem de Lilian Christofoletti publicada na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

A PF queria descobrir se o delegado Protógenes Queiroz, que liderou a Satiagraha, ou algum dos seus subordinados avisou os repórteres da TV Globo sobre a operação.

Quando a Satiagraha foi deflagrada, na madrugada de 8 de julho, foram feitas buscas e apreensões contra 17 pessoas, entre elas o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito Celso Pitta. Em quatro lugares havia equipes da TV Globo.

Questionada ontem sobre o fato, a Nextel emitiu uma nota lacônica: "A Nextel informa que, neste e em outros casos, tem seguido estritamente as determinações judiciais a ela requeridas". A assessoria da TV Globo informou que não "se manifesta em questões sub judice".

Leia a notícia completa na Folha desta sexta-feira, que já está nas bancas.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (369) 25/06/2009 15h46
Igor Bevilaqua (369) 25/06/2009 15h46
Em se tratando de "JUSTIÇA" no (B)brasil..., tudo é possível..., até "autoridades" de duvidosa conduta..., julgar e condenar quem cumpre a risca e com honestidade seu dever.
Ps: No (B)brasil você trabalhar ou cumprir missões com "HONESTIDADE" é perigoso..., você vai ser acusado e indiciado, vai perder o emprego no estado e se possível vai ser condenado, lembrem-se que este é o país dos bandidos.
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Rui Ruz Caputi Caputi (1364) 25/06/2009 14h02
Rui Ruz Caputi Caputi (1364) 25/06/2009 14h02
Não existirá juíz nesse imenso Brasil que possa condenar o Protógenes se o seu senso de justiça e cidadania estiver em harmonia com o povo brasileiro. 4 opiniões
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Tito Oliv (129) 25/06/2009 13h39
Tito Oliv (129) 25/06/2009 13h39
Sob suspeita está o juiz Mazloun e com condenação quase certa. O caso, já um pouco antigo, está em julgamento. Já são 4 votos por remoção e um por repreensão. Punição haverá. Motivo: favorecimento de reu. Parece, talvez até pela demora do julgamento - 4 anos, que Mazloun se sentia intocável. Permitir a Daniel Dantas participar da acusação é o mesmo que privatizar a Justiça. Atenta contra uma das mais características do Estado e do "estado de Direito", este último invocado pelo próprio Mazlon, dias atrás, quando alegou que o processo e a condenação eram "perseguição política". Bem apropriado. Se Protógenes errou deve ser punido, mas não linchado moralmente como está sendo. Nem mesmos os PM acusados de matar uma mulher no Rio de Janeiro estão tendo o mesmo tratamento. O pedido de Dantas é por vingança. Acostumado a viver à sombra do poder, hábito que começou com Collor e teve seu auge com FHC, lesou o que pode dos fundos de pensão - poupança feita com dinheiro de trabalhadores assalariados e do Tesouro -, vivendo hoje à "tripa forra" em um país de pobres. O que levou na intermediação da privatização das telefônicas é mais do que o Senado desperdiça por ano. Algo em torno de R$3000.000.000,00. Por baixo. Este dinheiro recuperaria toda a malha viária federal. 5 opiniões
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