Aécio comenta convite para ingressar no PMDB e diz que está "muito bem" no PSDB
da Folha Online
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), afirmou nesta sexta-feira que está "muito bem" no PSDB ao comentar o convite para se filiar ao PMDB para disputar a Presidência em 2010. "Quero dizer que estou muito bem, aonde estou, no PSDB."
Aécio admitiu, no entanto, que hoje ninguém governa o Brasil sem a participação do PMDB. "Eu tenho uma relação com o PMDB histórica, tradicional, e acho que ninguém hoje governa o Brasil sem a participação do PMDB. Vejo isso muito mais como uma homenagem a mim do que algo que possa ser realmente concretizado. Estou muito bem aonde estou e acho que devemos trabalhar todos para termos também uma parceria mais próxima com o PSDB."
Segundo reportagem publicada hoje pela Folha, o convite aconteceu em conversa do governador com o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).
Apesar da recusa, aliados de Aécio dizem que, se ele for atropelado pelo governador José Serra (SP) na disputa tucana, poderá examinar a possibilidade de se filiar ao PMDB numa janela para troca de partidos que vem sendo costurada no Congresso.
A avaliação dos peemedebistas é que, caso Aécio entre no partido, a legenda teria discurso para sustentar uma candidatura presidencial em 2010. Hoje o PMDB tem seis ministérios no governo federal e a maioria do seus líderes afirma que a tendência é compor com o candidato do presidente Lula.
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Foro privilegiado é uma herança deixada pela política adotada no tempo que o Brasil era uma colônia portuguesa. Naquele tempo, onde a escravidão era uma coisa normal, não se admitia que um político ou uma pessoa "importante" para a colônia fosse julgada da mesma maneira que um cidadão comum. Mesmo com o pensamento arcaico, antes mesmo da lei áurea, a Constituição de 1824 já dispunha de cláusulas que visavam igualdade de todas as pessoas perante à lei.
A Constituição de 1988, embora considerada a mais democrática de todas as Constituições brasileiras, não previu expressamente a vedação de foro privilegiado. Pelo contrário, estabelece até mesmo quem terá direito ao foro. Apesar disso, o seu art. 5o, XXXVII, dispõe que "não haverá juízo ou tribunal de exceção", tornando nossa atual carta magna ambígua, abrindo brechas para políticos e alguns "privilegiados" cometerem crimes sem receber punição alguma.
Constitucionalmente legal ou não, o foro privilegiado, devido ao fato de contribuir para indiscutivelmente o maior mal da política brasileira, a corrupção, deve ser revisto, em prol de um eficiente combate aos corruptores e do combate à impunidade. Muito pouco está sendo feito para a extinção do foro privilegiado.
de 1988 a 2007, nenhum agente político foi condenado pelo STF. No mesmo período, o STJ condenou apenas cinco autoridades.
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