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Brasil
09/11/2008 - 09h48

Marcos Cintra diz que não loteará cargos para o PR em São Paulo

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CONRADO CORSALETTE
da Folha de S.Paulo

Vereador eleito pelo PR, o economista Marcos Cintra, 63, diz que não vai lotear os cargos entre colegas de sigla, a despeito de sua indicação para a Secretaria do Trabalho da gestão Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo ter caráter "partidário". É a primeira vez que o PR ganha uma pasta na gestão Kassab.

Nos últimos anos, o partido apoiou o Executivo em boa parte das votações, mas integrado ao "centrão" --grupo de vereadores que se une sem qualquer lógica partidária a fim de aumentar o seu poder de pressão junto ao prefeito.

Sua nomeação, porém, não deve desmobilizar o grupo, diz. Cintra, titular das pastas de Finanças de São Bernardo do Campo, em 2003, na gestão de William Dib (PSB), e de Planejamento de São Paulo, em 1993, na gestão Paulo Maluf (PP), é vice-presidente da FGV (Fundação Getulio Vargas). A seguir, a entrevista dele à Folha:

FOLHA - O que representa esse convite do prefeito?
MARCOS CINTRA - É um convite partidário. O PR está com ele na Câmara, tanto que a indicação do meu nome teve apoio do partido, não foi pessoal, teve componente político. Acho que vai ser um desafio interessante, ainda mais agora, num momento de crise econômica.

FOLHA - Com o PR ocupando uma pasta da prefeitura, o "centrão" fica agora enfraquecido?
CINTRA - O "centrão" é uma frente de vários partidos, não é um grupo que atende a necessidades de um ou de outro partido, portanto não há razão para a sua desmobilização. Não conheço bem o funcionamento do "centrão", mas ele não pode se pautar pelos interesses de um partido. O PR vem apoiando a política desta gestão, não faz parte do grupo de oposição.

FOLHA - Por ser um convite partidário, o sr. se sente obrigado a levar pessoas do PR para a secretaria?
CINTRA - De maneira alguma. Eu sempre coloquei que é uma deferência ao partido que está com o prefeito, que deixou claro: no momento em que você ganha uma eleição junto, você governa junto. Não é loteamento de cargo, não é apadrinhamento. Aliás, o meu perfil, graças a Deus, sempre foi muito técnico. Vou levar pessoas que eu acho que têm uma colaboração efetiva a dar à atividade que nós vamos desenvolver. Eu gostaria, inclusive, de levar um pouco para a Secretaria do Trabalho o componente de desenvolvimento econômico, porque estamos falando de geração de emprego, de renda. Mencionei isso com o prefeito.

FOLHA - Isso não se chocaria com a função de outras secretarias, como as de Finanças e Planejamento?
CINTRA - Não é questão de choque. É complementar. As atribuições formais já estão delegadas. A área econômica, de incentivos fiscais, é de Finanças, a parte de zoneamento é da Secretaria de Planejamento, mas o que a gente eventualmente poderia fazer é um trabalho multissecretarial, de consultas, de propostas e sugestões. Não há como evitar essa imbricação entre o emprego e a economia.

FOLHA - O sr. já tem um plano especial para isso?
CINTRA - São idéias preliminares. Quero ter uma boa conversa com o atual secretário para ter uma definição mais clara. Agora, considero isso uma missão técnica, que tem uma importância estratégica muito grande no atual quadro da economia brasileira. Acho que o prefeito, ao convidar uma pessoa com o meu perfil, denota que não tenta lidar com um problema político. Nós queremos é criar alguma coisa que busque mudança estrutural na economia da cidade. Tenho falado muito sobre questões de trânsito, de custo de operação das atividades econômicas na cidade, sobre o "custo São Paulo", que é um componente importante no "custo Brasil".

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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