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Brasil
10/11/2008 - 09h46

Internet eleva risco de campanha negativa para candidatos

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da Folha de S.Paulo, no Rio

Um vídeo que ocupou por um dia o sexto lugar entre os mais vistos do mundo no YouTube mostrou o que as campanhas pela internet podem gerar.

Com o mesmo figurino e cenário usado por Leonardo Quintão (PMDB), candidato à Prefeitura de Belo Horizonte, o humorista Tom Cavalcante fez um vídeo parodiando o adversário de Márcio Lacerda (PSB). Ao final, Tom diz que a cidade não precisava de um bom ator, mas de um bom prefeito.

Para o cientista político Francisco Marques Jamil, da UFMG, o vídeo mostra que "a internet não serve apenas para os candidatos aprofundarem suas plataformas, mas também para promoverem um tipo de campanha negativa".

"Esse tipo de vídeo teve uma repercussão imensa e todo mundo no YouTube começou a assistir a essa brincadeira. Os eleitores jovens podiam nem estar interessados em saber como estava o segundo turno aqui em BH, mas, a partir do momento em que esse tipo de vídeo caiu na internet, a repercussão dela aumentou", diz.

A desenvoltura de Quintão na TV era uma preocupação de Lacerda. Mas o vídeo não foi assumido oficialmente pela equipe. Lacerda, que no início do segundo turno estava atrás nas pesquisas, acabou eleito.

"O vídeo nasceu a partir do desafio que o publicitário Paulo Vasconcellos [que trabalhou na campanha de Lacerda] me propôs para criar uma paródia do candidato. É algo absolutamente restrito à internet, ao YouTube. Porém, o que se vê é que a internet deixou de ser algo virtual, a força que ela tem é muito real", diz o humorista, por meio de sua assessoria de imprensa.

O pesquisador da UnB Francisco Brandão diz que a campanha negativa na rede também pautou o segundo turno das eleições em 2006. Segundo ele, os eleitores de Lula passaram a dizer que Alckmin privatizaria as estatais, mudando o foco da campanha.

"A discussão surgiu na rede. Começou a ser articulada através de correntes, iniciadas nas próprias estatais, e ganhou a campanha oficial. A campanha no primeiro turno estava muito mais pautada na ética e acabou indo para o campo econômico", diz Brandão.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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